Archive for the 'Amigos Do Fotógrafo' Category

Boas vindas a Leonardo Neves

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Antes que as pessoas me perguntem, Leonardo Neves não é meu irmão de sangue. Não, minha mãe não teve nenhuma idéia sertanejo-criativa na hora de nomear seus filhos.

Léo Neves é meu ex-aluno, brother e fotógrafo que abandonou seu emprego no Rio de Janeiro e veio morar comigo em São Paulo para se dedicar à fotografia. Mais um corajoso e apaixonado pela arte que tem culhão para abandonar tudo e se dedicar ao que realmente ama.

Esse é um post para desejar todo o sucesso do mundo para ele. Sempre!

Como se tornar um fotógrafo de moda

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Depois do filme Blow Up do Antonioni, o fotógrafo de moda “alcançou” um status que é mantido até hoje. Carros, dinheiro, mulheres, festas e álcool é a imagem muitas vezes associada a esse tipo de fotógrafo. Verdade ou não, o fato é que para ser fotógrafo de moda é necessário muito mais do que conhecimento em fotografia, retoque de imagens, moda, maquiagem, etc.

Aliás, o título desse post, “Como se tornar um fotógrafo de moda”, é muito pretensioso e arrogante. Não se ensina ninguém a se tornar um fotógrafo de moda através de um post e nem detemos a verdade para poder assumir isso.

Assim como não é possível ensinar como desenhar uma coruja em dois passos, eu não posso dizer:

  1. Compre uma câmera.
  2. Seja um fotógrafo de moda

Aliás, eu nem sou fotógrafo de moda.  Sou um fotógrafo iniciante que está trilhando seu caminho para esse lado. Firula, mas é a verdade.

Estou escrevendo esse texto, pois recebi um e-mail bem bacana essa semana que é o seguinte:

“Olá pesquisando na Internet cheguei até você.

Creio que as perguntas sejam as mesmas de sempre mas, tenho que lhe perguntar.

Quero muito fazer Fotografia prestei o vestibular, e agora tenho poucos dias para decidir se faço ou não fotografia

Como está o mercado em relação à fotografia, eu fazendo fotografia existem campos de trabalho para essa profissão agências de modas, revistas etc.

quero muito fazer fotografia publicitaria, moda no meu caso …

Resumindo ..da pra se ganhar dinheiro fazendo FOTOGRAFIA .terei campo de trabalho pra isso ou fazendo serei só mais um amador tentando a sorte como fotografo…

agradeço deis de já aguardo um retorno”

Como falei, não se ensina alguém a ser fotógrafo em 2 ou 10 passos. Entretanto, vou, pela minha própria experiência, tentar dar um norte para quem está tentando entrar nessa área.

Primeiramente eu aconselho a ler meu outro artigo: Fotografia de moda, onde eu explico como o mercado de moda está dividido. Entender essas diferenças é importante para podermos separar mercados e analisar cada um separadamente. O ideal seria buscar números concretos, fazer pesquisas e montar um Plano de Negócios, mas mesmo assim, de forma superficial, dá para se ter uma idéia de mercado e dos campos de trabalho. Imagine a seguinte situação: estúdios que cobram R$700,00 a diária e estão sempre cheios, câmeras que custam R$10.000,00 somente o corpo, objetivas a R$3.500,00 ou R$9.000,00, computadores que não saem por menos de R$5.000,00, entre outras coisas são hoje equipamentos de boa parte dos meus amigos que são fotógrafos de “médio porte”. O que quero dizer com isso é que, se estão conseguindo comprar esse tipo de equipamento é porque estão ganhando dinheiro com fotografia. É uma análise rasa, mas dá para fazermos um panorama de como anda o mercado. Além disso, é só olharmos como toda hora surge um site de comportamento, agência de modelos, revistas de moda, marcas que precisam fazer seus catálogos, entre outras empreendimentos que demandam fotografia de moda.

Depois disso leia o seguinte livro: Fashion Photography – A Complete Guide to the Tools and Techniques of the Trade By Bruce Smith. Com ele é possível ter uma visão geral de todo o processo para se realizar uma fotografia de moda.  A partir desse momento caberá a você analisar qual o caminho a seguir, se fará uma faculdade de fotografia, se optará por ser assistente de um fotógrafo ou se vai fazer workshops com outros fotógrafos.

Basicamente um fotógrafo de moda poderá trabalhar das seguintes maneiras:

  • Fotografando editoriais de moda.
  • Fotografando catálogos de roupas.
  • Fotografando modelos e/ou atores para as agências.
  • Fotografando para bancos de imagens.
  • Fotografando para agências de notícias.
  • Fotografando beleza.
  • Fotografando retratos.
  • Foto para publicidade.
  • Prestando consultoria.
  • Ministrando cursos e workshops.

Antes de começar a fotografar nessas áreas ou prestar serviços, é necessário montar seu portfólio. Como fazer isso na prática.

  1. Busque referências de fotografia de moda. Um site bom é o http://fashiongonerogue.com e o http://thefashionisto.com
  2. Defina a foto que quer fazer. Comece a costruir seu portfólio com fotos “simples”. Exemplo:

    Heidi Mount by Hedi Slimane

  3. Depois da foto ser pensada, analise o que precisa para executá-la: fundo da foto, luz, roupa, maquiador, modelo, direção, etc.
  4. Para conseguir modelo, busque parcerias nas agências de modelos. Esse contato deve ser feito com o booker que é a pessoa que cuida das modelos.
  5. Para conseguir maquiador e cabelereiro, procure no orkut e nas escolas de beleza.
  6. Quem cuida da roupa é o produtor de moda ou stylist. No caso do fotógrafo iniciante pode ser um aluno de moda ou ele mesmo.
  7. Todos esse profissionais precisam de material fotográfico e essa será a moeda de troca. Portanto prepare um material com qualidade.
  8. Produza entre 20 e 25 fotos divididas em beleza, editorial, comercial, etc.
  9. Imprima esse material em um portfolio físico de tamanho médio, cerca de 25cm em um dos lados. Foto impressa sempre é melhor que foto no computador.
  10. Monte seu site e seu cartão de visitas.

Com esse material pronto é hora de “bater porta”. Procure pelos diretores de arte ou de fotografia, são eles que costumam contratar os fotógrafos para as pautas. Para marcas de roupa, quem contrata geralmente é o estilista ou o departamento de marketing. Procure por publicações e marcas pequenas para começar.

Para fotógrafo “nível médio”, geralmente ganha-se:

  • Por pauta: R$300 a R$400,00
  • Cobrir Fashion Weeks: R$2.000,00 a R$5.000,00
  • Book de modelo: R$400,00 a R$600,00
  • Lookbook: R$3.000,00 a R$6.000,00
  • Editorial de moda para revista: R$0,00 a ajuda de custo.

Sobre mim, de junho de 2009 a junho de 2010 eu decidi trabalhar em uma empresa de tecnologia, juntar dinheiro para comprar equipamento fotográfico e estudar fotografia e iluminação. Depois de ter trabalhado como assistente de um fotógrafo de moda eu resolvi que seguiria meu caminho sozinho e que durante um ano só pegaria trabalhos pequenos, daria workshops, palestras e me aprofundaria em tratamento de imagem, história da arte e da fotografia. Pretendo seguir esse ritmo até junho de 2011 antes ir atrás dos grandes jobs.  Todos os trabalhos que fiz até agora foram indicação de outras pessoas e cobrei muito barato por todos eles. Eu prefiro durante um mês fazer 20 pequenos trabalhos de R$300,00 do que cobrar R$1.500,00 por job e só fazer 2 a cada 30 dias. É uma estratégia minha que me atende muito bem nesse momento. Cabe cada um fazer a sua.

Esse texto não contém nenhuma verdade absoluta e mesmo que fosse um tese de mestrado, ainda seria só um guia simples do que é estar no mercado e ser um fotógrafo de moda de sucesso. O que tem acontecido comigo e que vejo na prática é, é que mais do que talento, é necessário ter amigos e saber caminhar por entre as pessoas. A maioria dos trabalhos são conseguidos assim: por indicação.

Para finalizar esse post, eu gostaria de deixar a dica do livro, que para mim, é o mais importante. Que deveria ser cabeceira de todo o fotógrafo. Aliás, eu acho que a gente deveria aprender sobre ele antes de aprendermos sobre iluminação.

Administração de Marketing – Philip Kotler

Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing

É isso aí, um dia a gente vira o Helmut Newton !

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com

 

 

Review Estúdio Brasil 2010

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6 dias entre workshops, palestras, bate-papos, demonstrações, exposições e networking com mais de 1.000 profissionais da área de fotografia. Esse poderia ser um resumo do que foi o excelente Estúdio Brasil 2010.

Antes de começar a escrever um review sobre o que eu achei do congresso, eu preciso agradecer o site Fotocolagem e a Escola Riguardare por terem me premiado com um par de ingresso para o Estúdio Brasil 2010. Eu queria muito ir, mas não comprei meu ingresso, pois estava juntando dinheiro para trocar de computador. Poder participar do congresso foi uma experiência maravilhosa.

Sobre o Estúdio Brasil 2010, ele é o maior congresso de fotografia de estúdio da américa latina e esse ano reuniu palestrantes brasileiros e americanos especialistas em diversas áreas como moda, culinária, books, gestantes, produtos, retratos, etc.

Cheguei cedo no primeiro dia, pois tive medo de haver alguma demora no credenciamento, mas não houve problema algum. Todo o staff era muito educado e a entrada para as palestras ocorreu de forma tranquila e muito bem organizada.

Não assisti todas as palestras do evento, pois aproveitei para fechar negócios, fazer networking, assistir apresentações paralelas e curar a ressaca do dia seguinte do happy-hour que o congresso ofereceu.

As palestras que assisti foram as seguintes:

O MERCADO DA MODA – EDITORIAIS E CAMPANHAS

A primeira palestra do Estúdio Brasil 2010 foi ministrada por Aleksandar Srdic, fotógrafo de moda paulistano que explicou o processo de uma campanha e de um editorial de moda.

Srdic iniciou sua palestra falando sobre quais são os profissionais que fazem uma fotografia de moda e salientou que sem eles o resultado final fica comprometido. O principais profissionais, de forma enxuta, são:

  • Fotógrafo
  • Stylist(quem arrumas as roupas e produz a modelo)
  • Maquiador
  • Modelo

Também diferenciou o Editorial de Moda das Campanhas da seguinte forma:

Editorial de Moda

  • Conta uma história
  • É feito para revista
  • Tem um briefing mais maleável
  • Sem fim comercial
  • Budget limitado
  • O cliente é a editora

O processo ocorre da seguinte forma:

  1. Contato da editora com o fotógrafo
  2. Briefing
  3. Proposta de cachê feito pela editora

Depois disso é feito uma reunião com o editor de moda da revista, com o fotógrafo e o stylist para discutir a idéia central, quem será  a equipe, os prazos, locação, etc.

Cabe ao fotógrafo definir e gerenciar a organização do tempo, direção do set, integração da equipe, direção da modelo, entre outras coisas.

Depois das fotos feitas a edição(escolha) é feita pela editora junto com o fotógrafo e depois são tratadas pelo fotógrafo, pela revista ou por um estúdio de tratamento. Nesse caso, Srdic explicou bem que um estúdio de tratamento está muito melhor capacitado para tratar as imagens do que ele e que deixar o tratamento para a editora deve ser a última opção. Ele indicou dois estúdios de tratamento o www.fujocka.com.br e o www.lacreative.com.br.

Campanha de Moda

  • Seu cliente é a marca
  • O Briefing é fechado
  • Orçamento é proposto pelo fotógrafo
  • A verba é boa
  • A funções são bem definidas
  • O fim é comercial

Ele mostrou um exemplo de briefing de campanha de moda.

  • 18 fotos finais
  • 1 diária
  • 6 meses de vinculação
  • Mídia impressa
  • 2 modelos(uma já estava escolhida e ele escolheria o modelo)

A reunião é feita com a agência ou com o cliente(estilista, diretor de arte, etc) onde é passado o briefing do que será feito. Nesse caso, não há muito espaço para o fotógrafo mudar algo, pois tudo já foi “resolvido” antes.

Para montar o orçamento para esse tipo de trabalho precisa-se levantar o seguintes custos:

  • Locação de equipamento(iluminação e Hasselblad)
  • Produtor de set(um tipo de faz tudo)
  • Catering(alimentação)
  • Aluguel do estúdio
  • Pre-lighting(teste com as luzes no dia anterior)

Aqui também cabe ao fotógrafo definir e gerenciar a organização do tempo, direção do set, integração da equipe, direção da modelo, entre outras coisas. Muito comum o cliente estar presente e para isso é comum ter uma tv de plasma ou um computador para o cliente e a equipe ver as fotos em tempo real.

Depois dessas explicações Srdic mostrou na prática um photo shoot com 4 modelos e um cenário montando em cima do palco  e utilizou uma 5D Mark II e o software Capture One Pro para capturar e processar os arquivos em RAW.

O mais importante na palestra do Srdic foi vermos como ele dirige as modelos e que o fato de não ter um estúdio e equipamento pesados não impede o fotógrafo de trabalhar.

 

EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO DIGITAL: HOJE E O FUTURO

Thales Trigo, cujos livros fazem parte de qualquer bibliografia básica nas faculdades e cursos de fotografia, falou sobre como a imagem digital é estruturada, os tipos de câmeras digitais, as novas tecnologias, entre outras coisas.

O Thales salientou que não é essencial ter um back-digital* para moda ou publicidade, pois a Canon e a Nikon já são suficientes e que isso era muitas vezes usado por puro marketing. Para mim, isso foi de extrema importãncia, pois eu pretendia comprar uma Mamiya 645 e depois comprar um back-digital* para ela. Não que eu tenha esse dinheiro, mas essa palestra do Thales me economizou uns R$10.000,00.

*Back-digital é como se fosse um chassi que você acopla em uma câmera, normalmente de filme, e ele lhe permite capturar grandes resoluções em digital(30, 40, 50 megapixels). Há também os backs de filme 120mm, polaroid, 35mm, etc. Ou seja, o fotógrafo que tem uma câmera dessa, pode fazer a mesma foto de diversas formas, é só trocar o back.

 

LINGUAGEM FOTOGRÁFICA

É muito difícil escrever sobre a palestra do Claudio Feijó. Primeiro por ela ser subjetiva demais e segundo por ela ter mexido tanto comigo que ainda estou maturando as idéias que ele apresentou.

Por mais que eu tente detalhar, só que esteve lá poderá entender a força daquelas palavras. Feijó apresentou várias idéias, muitas vezes desconexas, para falar de fotografia(sem falar de fotografia). Sua palestra foi, basicamente dividida em três partes:

  • O Território (o estúdio do fotógrafo)
  • O Ser (o fotógrafo)
  • A Imagem(a foto em si)

Como eu não vou conseguir reunir todas idéias juntas do Feijó, vou escrever as que mais me marcaram durante a palestra dele.

“Quando fugimos de imitar, estamos negando nossa espécie”. Sobre como faz parte do homem imitar, vide o bocejo.

“Imitar é sempre melhor que invejar”

“Mais vê na imagem quem tem tem mais repertório” Sobre como a imagem é maior que o fotógrafo, pois depende da visão de quem vê.

“O fotógrafo tende ao narcisimo”

Outra dica do Feijó foi: Estudem Gestalt.

Eu sinto que deixei passar muitas coisas da palestra dele. Eu prestei antenção, mas ainda não estava preparado para entender.

 

FOTOGRAFANDO MODELOS

A palestra da norte-americana Mary DuPrie foi marcada por muita prática e pequenas dicas de direção, que ao meu ver, são muito importantes. Algumas pessoas reclamaram da palestra dela, mas é importante lembrar que direção de modelos não é algo que você aprende em 2 horas, mas leva-se anos para desenvolver seu estilo e sua forma de dirigir. É necessário ter experiência, não só fotográfica como de vida.

Antes de começar sua palestra, DuPrie deixou bem claro que aquelas dicas eram para uma fotografia mais comercial e que para foto de moda as técnicas era um pouco diferentes. Suas principais dicas foram:

  • Fotografar com lentes curtas(50mm, 70mm para ficar próximo da modelo).
  • Não usar jóias(para não desviar a atenção de que olha a foto).
  • Não deixar a modelo usar roupas largas.
  • Trocar de lugar com a modelo(ficar na pode dela e mostrar o que se espera).
  • O nariz da modelo deve apontar para a lente e não os olhos.
  • Começar o shooting com uma iluminação bem básica.
  • Deixar o espaço livre entre os braços da modelo(para ela não virar uma coluna).
  • Dizer a modelo o que se está fotografando.
  • Modelos com mão no rosto só as experientes(as novatas não sabem como fazer).
  • Aprender através de catálogos.

 

ILUMINAÇÃO E O PODEROSO RETRATO

Uma das palestras que eu mais esperava ver e um fotógrafo que eu já acompanho faz tempo, Michael Grecco era uma das maiores atrações do Estúdio Brasil 2010.

Ele começou a sua palestra com o polêmico vídeo do Harlan Ellison:

Depois isso, Grecco passou boa parte de sua palestra mostrando fotos suas e falando sobre seu projeto que consiste de fotos sobre a indústria pornô em Las Vegas. Isso desapontou algumas pessoas que queriam ver as técnicas dele. Como Grecco é um Hasselblad Master 2010 é óbvio que eu não iria perder nada de sua palestra.

Algumas pessoas levantaram e foram embora, mas nos últimos 30 minutos de sua palestra, Grecco começou a parte prática e explicou sua iluminação.

Para surpresa de todos, sua iluminação é a mais simples possível. A invés de gigantes octobox, Grecco utilizou uma pequena softbox bem próxima da modelo para gerar um grande contraste. Disse ainda que muitas fotos são feitas com 3 pontos abaixo para dar mais contraste ainda. Uma dica dele era usar a striplight na vertical, pois ela agiria como key-light e fill-light ao mesmo tempo

 

DO LUGAR COMUM AO BOOK DIFERENCIADO

Joel e Isa Reichert fizeram um show a parte. Com mais de 20 anos de experiência, eles mostraram como sair do lugar comum com apena uma fonte de luz. Claro que só iluminação não é a palavra chave, pois eles mostraram uma forma de dirigir modelos que não foi vista nas outras palestras.

Essas foram as frases e idéias que mais me chamaram atenção na palestra deles:

“Não dá para falar de fotografia sem viver da fotografia”.

“O fato de dominar a técnica nos liberta”.

“Sombra é tendência”

“Copiar uma foto é plágio. Copiar várias é pesquisa”

Além disso, eles mostram na prática alguns esquemas bem simples de iluminação como uma fonte de luz, uma fonte de luz dura, uma fonte de luz dura, mas com um striplight para fazer o recorte, entre outras. A última luz que usaram foi um esquema parecido com esse:

 

Tudo em F/8

Queria achar a foto final. Depois vou pedir para eles. Depois da palestra eu fui bater um papo com o Joel e ele me explicou que trabalha a relação dos flashes em cerca de 1 ponto e que no fundo branco, normalmente se usa 1 ponto a mais.

Técnicas de iluminação a parte, o que mais me surpreendeu na palestra deles foi a forma como dirigiram os modelos. Além de colocarem música, o Joel mostrava todo o tempo a pose que ele queria. Além disso, havia uma direção verbal muito forte. Para conseguir esse tipo de direção, a Isa me disse que não estudou por nenhum livro e que isso foi é experiência acumulada durante, mas que livros de técnicas podem ajudar.

Quem tiver no sul eu aconselho a fazer o workshop deles. A palestra foi show.

 

CONCLUSÃO

Eu optei por não assistir todas as palestras e aproveitar os eventos paralelos e conhecer outras pessoas, mas me arrependo de não ter visto a palestra do Comodo e do Newton Medeiros no núcleo de Tecnologia.

Aproveitei e comprei o livro Iluminação em Estúdio do Christopher Grey, um DVD de tratamento de imagem e mais umas coisas.

Outra experiência gratificante foi poder ver a exposição da Hahnemühle. Fiquei apaixonado por algumas obras. Queria comprar uma, mas não estava a venda, pois ainda haveria uma nova exposição. Minha obra favorita era Alexander Bayer – Agravic. Vou tentar comprar direto com o fotógrafo.

O Estúdio Brasil 2010 não é um lugar para se aprnder todas as técnicas de fotografia de estúdio, mas uma oportunidade de aprender processos. Claro que se prestarmos atenção aprenderemos algumas técnicas. Volto a repetir, o mais importante é aprender processos, aprendermos como fazem os fotógrafos mais experientes para podermos ver o que fazemos de errado, o que fazemos certo e o que eles fazem de errado e que nós iremos revolucionar.

É isso aí, ano que vem tem mai s.

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Quem não tem dinheiro conta história…ou tira foto

O FOTOCOLAGEM em parceria com a Escola de Fotografia Riguardare preparou um  Concurso Cutural  que premiou os dois melhores trabalhos de edição de imagens com pares de ingresso para o maior congresso de fotografia da América Latina, o Estúdio Brasil 2010.

Eu queria muito ir no Estúdio Brasil 2010, mas não pude investir esse dinheiro, pois preciso comprar um computador novo. Quando surgiu essa promoção eu queria preparar uma foto só para ela, mas não consegui. No sábado, dia 23, eu dei um workshop para o Elton Simões e no final do dia mandei a foto que fizemos dele durante o curso.

A foto é a seguinte:

Foto Sem Edição

 

Foto Tratada

Fiquei muito feliz ter ganhado um par de ingressos. Fiquei mais feliz ainda de poder levar o Elton comigo!!!!

Exposição Pedro Farina

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Começa hoje a exposição do fotógrafo, e meu amigo, Pedro Farina no Café Suplicy. Uma ótima oportunidade para conhecer o artista e o seu processo de criação.

O Pedro nessa exposição vai mostrar um trabalho de fine art muito poético e sutil que contrasta bastante com suas outras obras. Tendo como tema o reflexo, as fotos mostram muito mais do que o olhar do artista, pois elas retratam o olhar que a natureza tem sobre o seu redor.

Hoje, às 19:00hs no Café Suplicy.

Alameda Lorena, 1430
São Paulo – SP, 01424-002
(0xx)11 3083-0666

Update: 27/04/2o10

Não resisti, levei minha máquina e acabei fazendo uma foto do Pedro.

Amigos Do Fotógrafo

Do Rio de Janeiro:

Começo meu curso no Ateliê dia 06. Um amigo publicitário vai montar uma empresa e me chamou pra ser o fotógrafo fixo! Tenho um evento em Abril e mais 3 marcados até Julho!

As coisas estão dando certo! To muito feliz!

hehehe

Obrigado pela força e inspiração!

Fico tão, mas tão feliz quando meus amigos de longa data e fotógrafos em início de carreira me dão essas notícias!!!

É isso aí, vamo que vamo !!!

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Livro: Cartas a um jovem fotógrafo

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Há pouco tempo, meu amigo e grande fotógrafo Borelli, me deu a dica do livro do Bob Wolfenson: Cartas a um jovem fotógrafo. Como ainda não consegui comprar o livro, pedi para o próprio escrever um resumo do livro. Valeu Borelli!!!

Por Sérgio Borelli

No começo desse ano resolvi largar meu emprego e começar a trabalhar pra valer com fotografia. Minha namorada, vendo o longo e tortuoso caminho que eu teria pela frente, me presenteou com o livro “Cartas a um jovem fotógrafo”, escrito pelo Bob Wolfenson.

Esse ótimo livro não é destinado apenas para nós, iniciantes nesse maravilhoso e assustador mundo do mercado fotográfico. Pessoas que admiram o trabalho do autor, curiosos, fotógrafos iniciantes ou com muitos anos de carreira, esse livro agradará todos.

Bob nos conta sobre seu começo na fotografia, sobre o período que foi assistente no Estúdio Abril, seu primeiro emprego, com apenas 16 anos, dos trabalhos e exposições que realizou posteriormente. Fala bastante das dificuldades que teve durante sua carreira e como conseguiu contornar elas.

É interessante, no decorrer do livro, como você vai se identificando com as situações que ele passou no começo da carreira. Então isso quer dizer que as dificuldades que você tem hoje, podem sim ser contornadas e você pode ser um grande fotógrafo num futuro próximo.

Uma das coisas que ele frisa bastante é a mudança que o mercado de fotografia sofreu durante esses anos. No começo de sua carreira haviam poucos fotógrafos, mas também não tinha tanto trabalho para eles. Hoje em dia existem muitos profissionais, ainda mais depois da fotografia digital, mas conseqüentemente, a procura por esses profissionais aumentou.

O livro é dividido por capítulos, que seguem mais ou menos uma ordem cronológica de sua carreira. Digo mais ou menos, pois entre os capítulos tem um dedicado só para moda, outro só de retratos e outro de nus, onde ele conta desde os primeiros trabalhos sobre o tema até os atuais.

Vale muito a pena ler esse livro, pois além de tirar muitas duvidas que temos, matar algumas curiosidades, serve como uma aula de fotografia e exemplo a ser seguido e uma ótima fonte para conhecer o trabalho do autor e de outros fotógrafos que foram, ou ainda são, referencia para ele.

Recomendo essa leitura para todos, mas principalmente para os fotógrafos iniciantes. Ele te mostra a parte boa da fotografia, dos bons trabalhos, do “glamour” que existe na profissão, mas também mostra o outro lado, quando você não fica contente com seu trabalho, quando o cliente não fica feliz com a foto que entregou, problemas técnicos que podem acontecer em um trabalho. Inclusive ele dedica um capitulo só para as grandezas e misérias da vida profissional. Se nem para um grande fotografo como Bob Wolfenson, trabalhar com fotografia é um mar de rosas, por que seria para nós, iniciantes? O jeito é fazer como ele e ir aprendendo com os erros e chegar longe.

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“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

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