Archive for the 'Devaneios' Category

Formação na carreira fotográfica e o perigo da ancoragem

1---img050

Leia também:

NÃO, Você NÃO vai virar fotógrafa em um dia!(e a polêmica da Revista Viva Mais)

Mês que vem fará 5 anos que comprei minha primeira câmera digital, uma compacta Sony H10, e comecei a dar os primeiros cliques. Seja pelo aniversário da data, seja pelo final de ano, eu começo a repensar todo o processo de aprendizado fotográfico até aqui. Começo a pensar em todos os acertos e principalmente nos erros(que não foram poucos).

Em 2009, abandonei a bolsa de 100% do Prouni no Mackenzie e um emprego em um multinacional de tecnologia para poder me dedicar à carreira de fotógrafo.

  • De janeiro de 2009 até junho de 2010 eu só estudei e me preparei para pegar os trabalhos pequenos.
  • De junho de 2010 até julho de 2011 eu comecei a pegar os trabalhos pequenos enquanto ia me preparando para pegar os médios.
  • De julho de 2011 até julho de 2012 eu comecei a pegar os trabalhos médios enquanto me preparava para os grandes.

Entretanto, em janeiro de 2012 vendi todos os meus equipamentos e móveis, saí do meu apartamento, doei minhas roupas, comprei um mochilão e me mudei para a Europa para ter mais experiência de vida e profissional para que eu pudesse estar preparado para os grandes trabalhos.

Foram centenas de dias de dedicação full time e durante esse tempo você começa a se cobrar: Por quê não conquistei isso?, por quê não conquistei aquilo?, por quê não fotografo para a revista x?, por quê não ganho dinheiro como o fotógrafo y?, por quê não pego trabalhos como o fotógrafo z?

O que me ajudou(e tem ajudado) foi ter entendido que é necessário lidar com dois elementos: Formação e Ancoragem.

Formação

Imagine que você cansou de ser fotógrafo e quer se tornar advogado. Qual seria o processo para você se tornar esse profissional?

  • 1 ano de cursinho
  • 5 anos de faculdade
  • 1 ano de cursinho para a OAB

De forma geral, seriam necessários 7 anos de estudos para que você pudesse ser iniciante na carreira. Se fosse medicina o processo seria bem mais demorado.
O que aprendi e tenho aprendido é que não é justo nos cobrarmos tanto sucesso se estamos em um processo que é, em média, igual ao de qualquer profissional. Claro que há exceções e que não dá para compararmos laranjas com maçãs, mas  é importante ter em mente que não podemos acelerar o sucesso sem  a quantidade  necessária de estudo e prática.

E qual quantidade é essa? De acordo com K. Anders Ericsson, uma pessoa para chegar ao nível de expert é necessário que tenha praticado pelo menos 10 mil horas10 mil horas de treino são equivalentes a três anos e meio de estudo intensivo, oito horas por dia, sete dias por semana. 

Depois de entender esse processo, parei de me cobrar tanto e estou mais tranquilo no caminho das minhas 10 mil horas.

2---img051

Ancoragem

Daniel Kahneman define efeito de ancoragem como sendo a situação em que as pessoas consideram um valor particular para uma quantidade desconhecida antes de estimar essa quantidade, de uma outra maneira podemos dizer também que é a dificuldade que temos de não nos deixarmos influenciar pela primeira impressão.

Basicamente é o seguinte: Um vendedor de móveis lhe mostra primeiramente os produtos mais caros, pois essa vai ser sua ancoragem. Quando você ver os móveis de menor valor vai achar eles baratos, pois a sua percepção inicial é de um produto com valor bem superior. Outro exemplo é de marcas de grife que vendem bolsas de couro a R$20.000,00, mas também possuem uma linha mais simples com valores entre R$1.500,00 a R$3.000,00. Quando a ancoragem é feita em cima de 20 mil, 3 mil reais não parece tão caro assim.

O que tudo isso tem a ver com fotografia?

O quadrinho abaixo vai explicar isso muito bem:

jantarromantico

Dentro das redes sociais está sendo criada uma realidade que não existe. No Facebook, nos blogs e no twitter todo fotógrafo tem sucesso, trabalha todos os dias, ganha muito dinheiro e é famoso. Quando o fotógrafo iniciante se depara com isso acaba entrando em depressão, pois sua vida não corresponde aquilo. Na verdade a vida de quase ninguém corresponde aquilo. O problema é quando começamos acreditar que aquela é a âncora e que nossa vida deveria ser assim. O que mais me surpreende é que conheço pelo menos 70% dessa galera se sei que ninguém vive dessa forma ou você acha que eu passo todos os dias da semana bebendo vinho em um parque francês do século XIX.

616843_3890778822642_703633930_o

Por outro lado, quando um grupo de pessoas, baseado na nossa “imagem de rede social”,  acredita que somos melhores do que realmente somos, corremos o risco de nos enganarmos por aquilo que nós mesmos criamos. Involuntariamente ou não.

Acredito que ser bom é quando seu cliente entende o seu trabalho como algo de valor e o recomenda para outros clientes. Se likes não são convertidos em vendas eles não servem de praticamente nada.

Não somos tão ruins quanto, às vezes, achamos que somos e também não somos tão bons quanto as pessoas acham que somos!

Pedantismo fotográfico

Leia também: Não avalio fotos!

O pedantismo fotográfico me enoja e, infelizmente, ele não para de crescer.

Críticas maldosas do trabalho alheio viraram lugar comum e são soltas como se fossem mérito de pseudo curadores de rede social.

Olhando o recente trabalho do Michael Prince, que fotografou para capa tripla da Forbes os 12 bilionários que mais praticam filantropia, me deparei com comentários do tipo: “composição que não está balanceada”, “luz errada na mulher da esquerda”, “foto fraca pelo budget” entre outras coisas. Luz errada aonde cara pálida? Foto fraca? Aonde está a sua foto que é melhor que essa.

Há um bom tempo deixei de participar de fóruns brasileiros de fotografia, mas infelizmente os fóruns estrangeiros também estão contaminados com esse ranço e fronteira geográfica não é mais barreira para fotógrafo imbecil.

O problema é que isso acaba afastando ou desanimando outros fotógrafos de compartilharem informação. O meio fotográfico vive reclamando que os colegas são fechados e que não trocam conhecimento, mas quando o fazem recebem inúmeras críticas desrespeitosas e que não agregam em nada ao trabalho de alguém.

Há algum tempo Chris Crisman compartilhou todo o processo da capa, também tripla, da Revista Wired onde ele fotografa os cientistas mais “brilhantes” do MIT Media Lab.

Capa tripla Wired

Quem conhece a importância da revista Wired e do MIT sabe o peso dessa foto e quem já fotografou executivos, cientistas ou acadêmicos sabe como é difícil conseguir alguma pose deles. Crisman fez um excelente trabalho, documento isso e deixou material pronto para que outros colegas pudessem aprender com isso. Eu sou um viciado em Behind The Scenes(bastidores de fotos), pois são eles que me mostram um pouco de situações que eu posso enfrentar. Não saberia 30% do que sei hoje se não fosse a atitude de outros fotógrafos compartilharem suas experiências.

Diagrama de luz utilizado por Crisman

Apesar do excelente trabalho, as críticas que vieram depois foram: fotos superexpostas, photoshop demais, fotos entediantes, e por aí vai. Em vez das discussões serem sobre o processo da produção, valores e alternativas, os outros fotógrafos estão mais preocupados em trollar o amigo com piadinhas. A pergunta que eu deixo é: como você fotografaria 16 distintos cientistas para uma capa em uma foto “menos entediante”?

O famoso Zack Arias quando começou a responder o Photography Q&A – Ask Me Anything About Photography  teve que escutar que, por ele ficar tempo demais respondendo os outros, ele trabalhava pouco e por isso suas respostas não tinham substância real.

Sou contra fóruns? De forma alguma! Há alguns fóruns bons. O antigo Câmeras DSLR no Orkut que era gerenciado pelo Geraldo Garcia criou muito material relevante. Hoje eu indicaria o Queimando o Filme para quem gosta de fotografia analógica.

Na minha opinião, os membros dos fóruns, e perfis no twitter, deveriam estar discutindo mais teoria das cores, preço, marketing, métodos de importação do que se preocupar se a foto do colega está com o “horizonte torto”.

O caso mais engraçado aconteceu quando o fotógrafo André Rabelo mandou a seguinte foto para o grupo DeleteMe

Foto enviada pelo André Rabelo para o DeleteMe

O DeleteMe é um grupo no Flickr onde onde os membros votam naquelas fotos que “não são incríveis”, “estão fora de foco” ou “mal iluminadas”. A foto acima foi removida pela votação do público e com os seguintes comentários:

  • Cinzenta, borrada e crop estranho.
  • Pequena, borrada e se queria dar algum movimento algo na foto deveria estar em foco.
  • Composição fantástica, mas os tons e o grão impede ela de ser incrível.

O que é engraçado nessa história toda é que a foto acima não é do Rabelo, mas sim do pai do moderno fotojornalismo Cartier-Bresson e ela foi vendida em leilão por mais de 265.000,00 dólares.

Meu amigo Rafael Mendes diz que colocar sua foto para ser avaliada é o mesmo que colocar seu filho em uma roda de mães para que cada uma lhe diga como você deve criá-lo.

Por isso fica aqui a minha dica para você fotógrafo iniciante, não deixe que as críticas ditem o rumo do seu trabalho ou que lhe impeçam de tentar coisas novas. O medo é o maior inimigo da criatividade.

Vejo por aí chuvas de comentários maldoso de fotógrafos que nunca fotografaram uma foto de publicidade, ou uma pauta de revista e muitos nem sequer fotografaram para o jornalzinho da escola ou seriam aptos a trabalhar em um quiosque no Poupatempo fazendo 3X4 para foto de RG.

A melhor câmera é aquela que você tem!

[tweetmeme source=”dofotografo” only_single=false]

Leia também:

O upgrade de equipamentos é realmente necessário?

Antes de mais nada, esse não é um texto para dizer que uma câmera compacta cumpre o  MESMO papel que uma DSLR top de linha, mas sim sobre como eu aprendi a lidar com uma câmera simples e como isso fez minha fotografia evoluir.

Depois de ter vendido todos os meus equipamentos eu precisava comprar uma câmera para documentar minhas viagens. Por mais conhecimento que você tenha, seja você fotógrafo profissional ou não, inúmeras dúvidas sempre irão surgir. Eu precisava de uma câmera compacta, que fotografasse em RAW, tivesse sapata para flash(caso eu quisesse usar radio flash) e que tivesse uma boa relação entre custo e benefício. Entre as opções possíveis estavam a Fujifilm X100, X10 e a Canon G12.

Optei pela Canon G12 pelo tamanho, preço, focal length, tela de LCD articulada e pelo fato de eu simpatizar com a marca desde o começo da minha carreira.

De 5D MK II, lentes série L, speedlights, flash de estúdio, umbrellas, softboxes, beauty dish, Manfrottos, Color Checher, ColorMunki, PocketWizards, monitor ultra sharp e Lowepro Roller eu me via agora só uma uma “câmera compacta e um “flashinho”. O que eu não imaginava é que isso faria com que minha fotografia crescesse ainda mais.

Natural History Museum, Londres – Canon G12 + Tripé Manfrotto 709B

Ter uma câmera no seu bolso, com fácil acesso, lhe acompanhando para todo o lado é ter a oportunidade de fotografar praticamente tudo o que se vê. É ter a possibilidade de praticar cada vez mais e é isso que faz sua fotografia ficar cada vez melhor. Tenho sempre escutado coisas como: “fotografia digital deixou as pessoas mais preguiçosas” ou “ninguém pensa antes de fazer uma foto com uma câmera digital” e apesar desses “adágios fotográficos” descobri que é maravilhoso ter uma câmera com live view  que me mostra o resultado na hora em que eu mexo nos controles mais um visor articulado que me permite testar inúmeros ângulos que eu jamais tinha tentado com minha DSLR. Gosto dessa tentativa e erro com visualização na hora. Que me desculpem os puristas, mas não se permitir errar talvez seja o maior inibidor da criatividade humana. Lembro de um vídeo do Ken Robison falando justamente sobre isso:

Eu continuo pesando antes de fotografar, aliás hoje consigo pensar ainda mais e melhor, pois testo na hora o que pensei e interajo melhor com o ambiente que está vivo, e em movimento, a minha volta.

Foto pós balada – Canon G12 + Luz da rua Foto: Érika de Faria

Com uma câmera compacta eu consigo fotografar e rascunhar melhor os trabalhos que vou realizar. Se você não entendeu o que eu estou falando é só dar uma lida no: Como criar uma foto de moda.

Rascunho com fotos da locação e referências para um trabalho em Londres

Não quero dizer aqui que os resultados são os mesmos que uma DSLR com lente F1.4, mas para mim eles são mais do que satisfatórios. Inclusive você pode utilizar radio flash ou conectores para disparar um flash de estúdio ou um speedlight à distancia.

Érika fotografada com a Canon G12 + 580EX II e Lastolite Ezybox 60 x 60

Fotografia é antes de tudo um mercado e o que os acionistas querem é obter lucro e é isso que justifica essa enxurrada de lançamentos de equipamentos a cada semestre(que eu particulamente não consigo acompanhar). Se há demanda os fabricantes continuarão produzindo e sinceramente isso é muito bom para o fotógrafo também. Quando as empresas competem entre si, a qualidade aumenta, os preços caem, a distribuição melhora…(nem sempre é verdade, mas na teoria deveria ser).

O meu conselho aqui para o fotógrafo iniciante é não se preocupar tanto com o equipamento. Como já falei em outros artigos, hoje eu vejo que é muito mais valioso investir em educação e produção de portfolio.

Canon G12 + luz natural

E a pergunta nossa de cada dia, a pergunta que eu recebo por e-mail ou facebook religiosamente todos os dias do mês é a seguinte: Qual câmera comprar? 

Não existe uma resposta certa para isso. Tudo depende do tipo de trabalho que você vai realizar. O que eu posso dizer é que com o seguinte equipamento minhas fotos não seriam diferentes das que eu faço hoje. Esse é o equipamento básico que traduz o que eu preciso:

Canon  T3(nem precisa ser a T3i)

Canon 10-22mm

Canon 50mm 1.8

Kit de Iluminação

Não falei de Nikon, não é!? Tanto faz Nikon ou Canon. Conheço mais Canon e por isso falo sempre dela.

Palais du Luxembourg – Canon G12 + luz natural

Amsterdam 2012

Amsterdam 2012 – Canon G12 + luz natural

Minas Gerais 2014

Minas Gerais  – Canon G12 + luz natural

São José dos Campos - G12 + luz natural

São José dos Campos – G12 + luz natural

Parque da Luz

Parque da Luz –  G12 + luz natural

Claro que eu vou comprar mais para frente 5D MK III seja pelo marketing, pela qualidade ou por eu merecer ela.

O “segredo do sucesso” é ser como o pintor que se preocupa com a qualidade das tintas e dos pincéis, mas é a harmonia das cores e a composição que pesam mais no trabalho final!

Update 29/04/2013

Estava hoje vendo um vídeo do Mark Vargo que é diretor de fotografia de Impacto Profundo, À Espera de Um Milagre, Planeta dos Macacos: A Origem e Ted explicando o funcionamento do fotômetro e aos 09h16s de vídeo podemos ver uma de suas câmeras:

Mark Vargo

Mark Vargo

Sobre mudanças e partidas

Aeropuerto Carrasco por Érika de Faria

[tweetmeme source=”dofotografo” only_single=false]

Leia também:

Carta de despedida

Downgrade is the new upgrade!

Há exatamente dois anos eu estava deixando meu emprego em uma multinacional de tecnologia para me dedicar em tempo integral a minha carreira de fotógrafo. Depois de ter abandonado a faculdade de administração com louvor, eu entrei nessa empresa para ter uma base financeira enquanto me preparava tecnicamente e tecnologicamente para a carreira fotográfica. Minha vida sempre foi feita de abandonos e preparações para coisas que eu gostaria de viver e esse ano não foi diferente.

E agora, depois desse tempo ministrando workshops, fazendo trabalhos de pequeno e médio porte, decidi que antes de começar a pegar os grandes eu precisaria me especializar mais, precisava não só aprender nova técnicas, mas aprender a ser uma pessoa melhor.

Em janeiro de 2012 eu tinha de entregar meu apartamento para o proprietário e analisando os custos de mudança eu precisaria de R$9.000,00 para depósito e R$3.000,00 para pagar o aluguel mensal de um apartamento na mesma região onde eu morava. Pelo mesmo valor, sem o depósito, você consegue viver em Londres ou NY. Então eu pensei: Por que não?

Vendi todos os equipamento que possuía (e que um dia acreditei que jamais teria), doei minhas roupas e livros e comprei um mochilão. Me dei um ano sabático para viajar por aí, conhecer pessoas, estudar, trabalhar com outros fotógrafos e retouchers. Me dei um tempo para me conhecer melhor.

Hoje eu acredito que para receber coisas boas é preciso que você esteja primeiramente aberto para isso. Justamente quando comecei a pensar assim conheci uma mulher incrível que deixou suas coisas no Brasil e veio me acompanhar nessas viagens.

Começamos pelo Rio de Janeiro e depois fomos para Buenos Aires, Montevideo, Londres e hoje estamos vivendo em Paris.

Quando deixei o Brasil estava com um fluxo bacana de trabalho e já estava fazendo os meus primeiros trabalhos de porte grande. O medo de deixar tudo para trás existia, pois se você não está lá para executar o trabalho o cliente procura outro. Entretanto, não há escolhas sem renúncias.

De todas as dificuldades a maior, e na verdade a única, foi vender os meus equipamentos. Eu consegui, com muito esforço, comprar tudo o que eu queria e abrir mão deles foi o maior exercício de desapego que já pratiquei. Hoje vivo somente com uma Canon G12, um flash 270EX II e um tripézinho Manfrotto que cabe no bolso.

O bacana desse processo todo é descobrir que não precisamos de muito para viver ou produzir material fotográfico. Na verdade, foi quando abri mão dos meus equipamentos é que tive como viajar e produzir material para o meu portfolio. Lembro de uma vez do Alexandre Urch tweetando durante sua viagem que preferia ter uma 7D e conhecer a Europa do que ter uma 5D MK II e nunca ter saído do Brasil. Eu estava nessa situação e comecei a repensar o valor que eu dava para equipamentos. Aliás, há algum tempo escrevi um artigo sobre isso: O upgrade de equipamentos é realmente necessário? Talvez hoje eu escreva sobre o como o downgrade de equipamentos pode dar um upgrade na sua vida!

Existe uma frase do Cesare Pavese que eu gosto muito:

“Traveling is a brutality. It forces you to trust strangers and to lose sight of all that familiar comfort of home and friends.
You are constantly off balance. Nothing is yours except the essential things: air, sleep, dreams, sea, the sky – all things tending towards the eternal or what we imagine of it.”

Viver em outro país é ter de lidar com outra língua, com hábitos e leis que são, muitas vezes opostos aos seus. Ser fotógrafo em outro país é ser benefíciado pelo exotismo das imagens e onerado pelas barreiras culturais.

Apesar da enorme concorrência de gente muito boa, (in)felizmente a abertura no exterior é maior do que a que você encontra no seu próprio país.

Foto promo que fiz para a cantora Camden Cox no Proud Camden

Sair do lugar comum, se desprender ou correr atrás de um sonho em outro lugar não significa se mudar de país. Especialmente no nosso país de tamanho continental tem gente que sai de SP e se muda para o outro lado do Brasil. Esse é o caso do fotógrafo Henrique Manreza, por quem eu tenho uma admiração muito grande, que deixou São Paulo e foi para o norte/nordeste fotografar pessoas simples e entender o que signifca felicidade para elas. Deixou o emprego, casa e partiu atrás do seu sonho.

Henrique Manreza foto Henrique Manreza

Eu não sei o qual será abertura que terei no Brasil quando eu voltar, não sei se terei novamente meus antigos clientes, não sei se conseguirei comprar os equipamentos que já tive, não sei onde vou morar e também não sei quando eu volto. Na verdade, nada disso me preocupa mais. O importante é que o Leandro que saiu do Brasil já não existe mais. Os documentos são os mesmos, mas a pessoa é outra e as experiências que tive são muito mais importantes que a quantidade de carimbos que o meu passaporte possui!

Entrevista para a rádio Obturador Sonoro

[tweetmeme source=”dofotografo” only_single=false]

Há algum tempo, tive um bate papo com o Ângelo Coffy para a rádio Obturador Sonoro. A Obturador era um canal musical que juntava música e entrevistas com fotógrafos brasileiros, sempre abordando a fotografia como tema principal. Okent, Cesinha, Renato Rocha Miranda e J.R. Duran foram alguns dos entrevistados.

Para quem quiser escutar é só clicar aqui!

Devaneios DO FOTÓGRAFO: Take It To The Next Level

[tweetmeme source=”dofotografo” only_single=false]

No fim, (in)felizmente a vida é um jogo com regras, parceiros, torcida, objetivos e adversários, não tão bem, definidos.

Uma hora você é ovacionado e minutos depois pode ser vaiado por toda a torcida que te idolatrava.

Quem não sabe jogar se ferra e muitas vezes o gol vai ser contra, mas acredito, fielmente, que só erra penalty quem chuta, só erra quem faz.

Go ahead and take it to the next level!

140 caracteres é muito pouco para os meus devaneios.

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com


“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

Coloque seu e-mail para receber novidades e notificações do Blog.

Junte-se a 1.406 outros seguidores

  • 1,095,044 Visitas