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CD Luiza Caspary

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Recentemente tive o privilégio de fotografar a capa e o material de divulgação do CD de estréia da talentosa Luiza Caspary.

A Luiza é uma artista que nasceu baiana, cresceu gaúcha e hoje vive em São Paulo. Embora muito jovem (24 anos), já coleciona 16 anos de carreira. Sua voz é conhecida por cantar trilhas de campanhas publicitárias para grandes marcas. Algumas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de filmes e séries de TV. Além disso, ela tem realizado shows com AUDIODESCRIÇÃO – recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, LIBRAS (língua brasileira de sinais) para pessoas com deficiência auditiva, além da preocupação com o acesso para cadeirantes.

O Caminho Certo, seu disco de estréia,  está à venda em sites como ITunes, e também disponível em streaming para audição no SoundCloud e outros.

Quando a Luiza me procurou ela já tinha definido que a foto de capa seria um close e dentro disso comecei a separar referências de cor e a rascunhar as fotos. Decidi em ter 3 opções de fotos com locações e maquiagens diferentes.

O Gabriel Von Brixen fez o Making of do dia:

Para a primeira sessão do dia, optei por utilizar uma softbox de 40 X 40 cm, pois queria o rosto mais marcado e Flash YN560 II com carga em 1/4 para uma reciclagem mais rápida e para não “matar” a luz dos raios atrás dela que formavam “caminhos” junto com a vegetação.

Making of

Diagrama de Luz

Capa do CD

Capa do CD

Contra Capa

Contra Capa

Capa Finalizada

Capa Finalizada

Como uma segunda opção fotografamos em uma outra locação:

Segunda opção de capa

Segunda opção de capa

Segunda opção de contra capa

Segunda opção de contra capa

E depois fotografamos o material de divulgação dentro do home estúdio com um fundo verde em lona e uma beauty dish:

Além da amizade incrível que se cria com esse tipo de trabalho é muito gratificante ver sua foto sendo usada de uma forma tão bacana. Como tinha escrito, a Luiza é pioneira e tem um preocupação enorme com a acessibilidade e fez até audiodescrição do flyer do seu show no Centro Cultural São Paulo.

Flyer

O flyer é ilustrado por uma foto colorida e em close do meu rosto. Estou à direita da imagem e encaro a câmera. Minhas mãos estão unidas em concha e cobrem parcialmente meu nariz e minha boca. Tenho as unhas pintadas de azul e estou de batom pink. 
Do meu lado esquerdo, o cabelo é curtíssimo e loiro escuro. Do lado direito, uma franja platinada chega mais ou menos na altura do meu queixo. Uso sombra e blush cor de tijolo. Esfumaçada, a maquiagem realça meus olhos amendoados e as maçãs do meu rosto. Meus cílios são longos e as sobrancelhas, desenhadas. Uso um brinco de bolinha prata na orelha esquerda e visto blusa multicolorida de crochê.
O fundo em tons de cinza está desfocado.
O texto está em letras brancas e um círculo azul, parecido com a cor do meu esmalte, destaca a data. Uma faixa no mesmo tom atravessa toda a parte de baixo do flyer e ressalta as demais informações sobre o show e as logomarcas dos realizadores e apoiadores.
Fotos e Tratamento: Leandro Neves
Assistente de Foto: Érika de Faria
Maquiagem: Juliana Coelho
Cabelo: Mauro Morad
Making of: Gabriel von Brixen

Almanaque Saraiva

Almanaque SaraivaSaiu entrevista minha e da minha esposa Érika de Faria no Almanaque Saraiva de Abril. Disponível em qualquer Livraria Saraiva ou no iPad.

Equipamentos X Livros

Nós fotógrafos passamos a maior parte do tempo reclamando que é difícil importar equipamentos e esquecemos que a coisa mais importante, que são os livros, é barata, não paga imposto algum e em duas semanas já está na sua prateleira.

Menos B&H Photo e mais Amazon Books!

Dica para quem não fala inglês: Quando comecei a fotografar eu não sabia muito bem a língua e me “permiti” ler os livros sem entender tudo o que estava escrito. O segredo é ser justo consigo mesmo e não se cobrar tanto.

Screen Shot 2013-04-08 at 11.59.22 PM

Como comprar na Gadget Infinity

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O upgrade de equipamento é realmente necessário?

Antes de mais nada esse não é um publieditorial da Gadget Infinity. Não estou recebendo nada para escrever sobre ela. Como alguns alunos e amigos sempre me perguntam como eu compro meus equipamentos resolvi escrever esse post.

A Gadget Infinity é uma loja online chinesa que vende equipamentos fotográficos que, além de mais baratos, são desconhecidos das lojas brasileiras.

Eu compro na GI desde de que comecei a fotografar e minha primeira aquisição foi um Radio Flash. Um modelo atual do que eu comprei é esse daqui: Cactus V5. Com ele consigo disparar remotamente o meu speedlight e colocando algum modificador nele temos praticamente as mesmas características de um flash de estúdio.

Para comprar na GI você vai precisar de um cartão de crédito internacional. Não possui e não sabe como fazer? Levante a bunda da cadeira e vá até o seu gerente pedir um. Nada vem de graça e é capaz que ele queira lhe vender um produto do banco como um seguro ou algo assim para liberar o cartão. Comigo é assim toda vez que vou no Itaú. Você não é obrigado a aceitar e eu nunca aceitei e por isso acabam sendo sempre simpáticos, pois acham que podem me empurrar inúmeros produtos do banco. Se prepare.

Não tem cartão internacional e nem nome limpo para isso? Bem vindo ao clube! Felizmente a GI tem a opção de você fazer transferência bancária via Western Union.

Depois disso, chegou a hora da sua compra. Primeiramente você precisará fazer um registro no site da GI e depois fazer o login poderá optar por já comprar ou fazer uma wishlist. A wishlist é literalmente uma lista de desejos onde você pode escolher vários produtos e enviar essa lista para alguém comprar de presente para você. Se você possui um mecenas para lhe dar esse tipo de presente agradeça aos céus. A outra maneira é ir já colocando os itens no carrinho e rezar para nossa senhora dos fotógrafos falidos segurar o seu dedo nervoso para não comprar demais. Vou simular compra do seguinte item: Tripé+Softbox+Flash+Radio Flash no total de $189,95 doláres.

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É só clicar na cestinha azul embaixo do preço e se não quiser comprar mais nada é só clicar em “Proceed do Checkout“.

Agora que muita gente se confunde no Delivery Method:

Delivery Method

E agora, qual escolher?

Registered Airmail dura 15 dias e(nesse caso) custa US$116,00. Fedex Economy dura 5 dias e(nesse caso) custa US$134,00.
Você pode pensar: com US$18,00 a mais eu recebo meu produto em 5 dias ao invés de 15 vou escolher esse então.

É aí que mora o perigo. Não que seja errado escolher Fedex Economy. Eu inclusive só tenho comprado assim, mas vamos entender a diferença.

Registered Airmail é a encomenda enviada pelo serviço de correio usual. O correio de Hong Kong envia para o Brasil, é feito o desembaraço aduaneiro e os Correios aqui do Brasil enviam para sua casa. Esse serviço é rastreado e em média demora 7 dias para o produto chegar no Brasil e 15 dias para estar na sua casa. Já comprei produtos que em 10 dias estavam na minha casa, outros com 2 meses de espera ainda não apareciam nos sites dos Correios e uma vez os Correios extraviaram  uma umbrella que tinha comprado. A GI me mandou outra sem me cobrar por isso. Tive uns 80% de compras feita pelos Correios que foram bem sucedidas. Em outras fui taxado além da conta, tive que lidar com uma espera absurda ou com o extravio de um produto.

Alem disso é importante entender os impostos que incidem sobre sua compra. Se você comprar menos de US$50,00 você não será taxado pela Receita Federal, mas se passar essa quantia você corre o risco de ser taxado e ter de pagar os impostos diretamente na agência mais próxima da sua residência. Tenho vários amigos que foram taxados eu fui taxado somente uma vez e infelizmente a Receita me taxou em um valor que eram absurdamente maior que a compra que eu tinha feito. Você pode recorrer, mas demora 30 dias. Eu preferi pagar e pegar logo o equipamento. Eu vou ensinar você fazer a conta correta, mas para ser ter uma idéia de valor é o seguinte:

Se você fizer uma compra de US$80,00 e o frete ficar em US$20,00 você vai pagar 60% de imposto em cima de US$100,00(valor do produto+frete) + a porcentagem do ICMS do seu estado. No caso de SP 18% em cima de US$100,00.

No total sua conta ficaria em:

Produto + Frete= US$100,00

Imposto de Importação 60%= US$60,00

ICMS 18%(SP)= US$18,00

Total da compra= US$178,00.

Essa é só uma base e no final do texto eu já lhe passo a fómula correta cujo valor ainda será menor que isso. Vamos falar agora da compra via Fedex.

Fedex Economy é a forma que eu compro hoje. Com ela meu produto chega na minha casa em 5 dias e todo o trajeto é rastreado. Entretanto, toda a compra que você fizer será taxada. É a Fedex quem faz o desembaraço aduaneiro e você paga para o entregador na hora do recebimento. É muito importante você ter o dinheiro dos impostos na hora da entrega. A Fedex te liga dois dias antes para lhe avisar do valor. Eu já tive um produto que voltou por causa do meu ex-porteiro e quando liguei no atendimento da Fedex eles mandaram o caminhão voltar para o meu prédio. Nunca tive problemas e mesmo compras pequenas eu faço dessa maneira, pois para mim compensa demais. Você até corre o risco de não ser taxado pelos Correios, mas com valores altos e produtos delicados eu prefiro não arriscar, pois se for taxado você pagará a mesma coisa que se tivesse pedido via Fedex. Isso aqui não é uma campanha da Fedex, mas como os Correios se esforçam pela imagem negativa, não dá para não compartilhar:

Eu precisava comprar alguns flashes para um Workshop de Iluminação que vou ministrar fora de SP e estava na dúvida se comprava um Mako 4004 aqui em SP ou se optava pelo chinês Jinbei Spark 400. Como o tempo de reciclagem do Mako não diminui e mesmo dizendo ser de um guide number maior eu optei comprar o Jinbei, pois já havia trabalhado com ele e nunca tive problema. O Mako 4004 + Beauty dish+ difusor e + o anel G2/G3 iria me sair R$2.140,00.

Fiz a seguinte compra:

Invoice

Quando recebi minha compra hoje paguei exatamente R$660,35 de impostos. O valor total da minha compra ficou em: R$1.529,22

US$441.80 x 1,96666(dólar hoje) = R$868,87

R$868,87 + R$660,35 = R$1.529,22

Entenda os cálculos de impostos. Vou fazer a fórmula baseada na minha compra:

Valor da compra: US$329,80 com o dólar a 1,96666 = R$648,58.

60% de imposto de importação em cima do valor da compra:

R$648,58 x 0,60 = R$389,15

Desembaraço aduaneiro: R$35,39

E agora  só falta o ICMS. É preciso saber o ICMS do seu estado. No meu caso SP é de 18%

De acordo com o Decreto 2498/98, o ICMS deve incluir sua própria base de cáculo no imposto, o qual incide sobre o valor já tributado pela importação. Dessa forma, para a determinação da base de cálculo deve-se dividir o valor do produto já tributado (R$1037.74) pela alíquota complementar do ICMS e sobre esse valor aplicar novamente a taxa do ICMS:

R$1037,74 = Valor da compra(R$648,58) + Valor do imposto de importação(R$389,15)

Segue o cálculo:

Alíquota complementar = 1 – 0.18 = 0.82

Base de cálculo = 1037.74 / 0.82 = R$1265.53

ICMS = R$1265.53 * 0.18 = R$227.80

Entendeu? Não? Nem eu! Não é a toa que abandonei a faculdade de administração e virei fotógrafo. Se esforce e troque os valores que eu passei pelos seus. É só seguir a fórmula.

Para finalizar:

Valor da compra: R$648, 58

Valor do frete: 220,26

Imposto de importação: R$389,15

ICMS: R$227, 79

Desembaraço aduaneiro: R$35,39

Com R$600,00 a menos, comprei o que eu precisava e ainda consegui comprar um Speedlight equivalente ao Canon 580EX II e um Battery grip para a Canon 7D.

Fiz um unboxing geral das compras e depois faço um review de cada produto e posto aqui.

Update 01: Meu amigo Michel Salviano pesquisou bastante sobre isso no ano passado. A taxação é para todos os produtos. Mesmo aqueles que custam menos de 50 dólares.

A unica maneira de não ser taxado é se for correspondência entre duas pessoas físicas e o valor for inferior é 50 dólares (ai sim pode!).

O que acontece é que a Receita não consegue fiscalizar todos os produtos e alguns passam sem taxação.

Update 02: A própria GI entrou em contato comigo para explicar algumas coisas:

A GI está localizada em Hong Kong, e não na China. Apesar de HK ser parte da China, o sistema (e correios) político é muito diferente da China (República Popular da China). Hong Kong é uma região com administração diferente que é governada por um governo separado e todas as políticas que envolvem importação / exportação são diferentes também.

Apesar da GI vender produtos chineses ela também trabalha com fabricantes internacionais como Cullmann (Alemanha), Manfrotto (Itália), Metz (Alemanha), Marumi (Japão), Nissin (Japão), GamiLight (Malásia), BlackRapid (EUA), B-Grip (Itália), SpiderPro (EUA), Pico Captura design (EUA), Gariz (Coreia do Sul).

A melhor câmera é aquela que você tem!

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Leia também:

O upgrade de equipamentos é realmente necessário?

Antes de mais nada, esse não é um texto para dizer que uma câmera compacta cumpre o  MESMO papel que uma DSLR top de linha, mas sim sobre como eu aprendi a lidar com uma câmera simples e como isso fez minha fotografia evoluir.

Depois de ter vendido todos os meus equipamentos eu precisava comprar uma câmera para documentar minhas viagens. Por mais conhecimento que você tenha, seja você fotógrafo profissional ou não, inúmeras dúvidas sempre irão surgir. Eu precisava de uma câmera compacta, que fotografasse em RAW, tivesse sapata para flash(caso eu quisesse usar radio flash) e que tivesse uma boa relação entre custo e benefício. Entre as opções possíveis estavam a Fujifilm X100, X10 e a Canon G12.

Optei pela Canon G12 pelo tamanho, preço, focal length, tela de LCD articulada e pelo fato de eu simpatizar com a marca desde o começo da minha carreira.

De 5D MK II, lentes série L, speedlights, flash de estúdio, umbrellas, softboxes, beauty dish, Manfrottos, Color Checher, ColorMunki, PocketWizards, monitor ultra sharp e Lowepro Roller eu me via agora só uma uma “câmera compacta e um “flashinho”. O que eu não imaginava é que isso faria com que minha fotografia crescesse ainda mais.

Natural History Museum, Londres – Canon G12 + Tripé Manfrotto 709B

Ter uma câmera no seu bolso, com fácil acesso, lhe acompanhando para todo o lado é ter a oportunidade de fotografar praticamente tudo o que se vê. É ter a possibilidade de praticar cada vez mais e é isso que faz sua fotografia ficar cada vez melhor. Tenho sempre escutado coisas como: “fotografia digital deixou as pessoas mais preguiçosas” ou “ninguém pensa antes de fazer uma foto com uma câmera digital” e apesar desses “adágios fotográficos” descobri que é maravilhoso ter uma câmera com live view  que me mostra o resultado na hora em que eu mexo nos controles mais um visor articulado que me permite testar inúmeros ângulos que eu jamais tinha tentado com minha DSLR. Gosto dessa tentativa e erro com visualização na hora. Que me desculpem os puristas, mas não se permitir errar talvez seja o maior inibidor da criatividade humana. Lembro de um vídeo do Ken Robison falando justamente sobre isso:

Eu continuo pesando antes de fotografar, aliás hoje consigo pensar ainda mais e melhor, pois testo na hora o que pensei e interajo melhor com o ambiente que está vivo, e em movimento, a minha volta.

Foto pós balada – Canon G12 + Luz da rua Foto: Érika de Faria

Com uma câmera compacta eu consigo fotografar e rascunhar melhor os trabalhos que vou realizar. Se você não entendeu o que eu estou falando é só dar uma lida no: Como criar uma foto de moda.

Rascunho com fotos da locação e referências para um trabalho em Londres

Não quero dizer aqui que os resultados são os mesmos que uma DSLR com lente F1.4, mas para mim eles são mais do que satisfatórios. Inclusive você pode utilizar radio flash ou conectores para disparar um flash de estúdio ou um speedlight à distancia.

Érika fotografada com a Canon G12 + 580EX II e Lastolite Ezybox 60 x 60

Fotografia é antes de tudo um mercado e o que os acionistas querem é obter lucro e é isso que justifica essa enxurrada de lançamentos de equipamentos a cada semestre(que eu particulamente não consigo acompanhar). Se há demanda os fabricantes continuarão produzindo e sinceramente isso é muito bom para o fotógrafo também. Quando as empresas competem entre si, a qualidade aumenta, os preços caem, a distribuição melhora…(nem sempre é verdade, mas na teoria deveria ser).

O meu conselho aqui para o fotógrafo iniciante é não se preocupar tanto com o equipamento. Como já falei em outros artigos, hoje eu vejo que é muito mais valioso investir em educação e produção de portfolio.

Canon G12 + luz natural

E a pergunta nossa de cada dia, a pergunta que eu recebo por e-mail ou facebook religiosamente todos os dias do mês é a seguinte: Qual câmera comprar? 

Não existe uma resposta certa para isso. Tudo depende do tipo de trabalho que você vai realizar. O que eu posso dizer é que com o seguinte equipamento minhas fotos não seriam diferentes das que eu faço hoje. Esse é o equipamento básico que traduz o que eu preciso:

Canon  T3(nem precisa ser a T3i)

Canon 10-22mm

Canon 50mm 1.8

Kit de Iluminação

Não falei de Nikon, não é!? Tanto faz Nikon ou Canon. Conheço mais Canon e por isso falo sempre dela.

Palais du Luxembourg – Canon G12 + luz natural

Amsterdam 2012

Amsterdam 2012 – Canon G12 + luz natural

Minas Gerais 2014

Minas Gerais  – Canon G12 + luz natural

São José dos Campos - G12 + luz natural

São José dos Campos – G12 + luz natural

Parque da Luz

Parque da Luz –  G12 + luz natural

Claro que eu vou comprar mais para frente 5D MK III seja pelo marketing, pela qualidade ou por eu merecer ela.

O “segredo do sucesso” é ser como o pintor que se preocupa com a qualidade das tintas e dos pincéis, mas é a harmonia das cores e a composição que pesam mais no trabalho final!

Update 29/04/2013

Estava hoje vendo um vídeo do Mark Vargo que é diretor de fotografia de Impacto Profundo, À Espera de Um Milagre, Planeta dos Macacos: A Origem e Ted explicando o funcionamento do fotômetro e aos 09h16s de vídeo podemos ver uma de suas câmeras:

Mark Vargo

Mark Vargo

Sobre mudanças e partidas

Aeropuerto Carrasco por Érika de Faria

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Leia também:

Carta de despedida

Downgrade is the new upgrade!

Há exatamente dois anos eu estava deixando meu emprego em uma multinacional de tecnologia para me dedicar em tempo integral a minha carreira de fotógrafo. Depois de ter abandonado a faculdade de administração com louvor, eu entrei nessa empresa para ter uma base financeira enquanto me preparava tecnicamente e tecnologicamente para a carreira fotográfica. Minha vida sempre foi feita de abandonos e preparações para coisas que eu gostaria de viver e esse ano não foi diferente.

E agora, depois desse tempo ministrando workshops, fazendo trabalhos de pequeno e médio porte, decidi que antes de começar a pegar os grandes eu precisaria me especializar mais, precisava não só aprender nova técnicas, mas aprender a ser uma pessoa melhor.

Em janeiro de 2012 eu tinha de entregar meu apartamento para o proprietário e analisando os custos de mudança eu precisaria de R$9.000,00 para depósito e R$3.000,00 para pagar o aluguel mensal de um apartamento na mesma região onde eu morava. Pelo mesmo valor, sem o depósito, você consegue viver em Londres ou NY. Então eu pensei: Por que não?

Vendi todos os equipamento que possuía (e que um dia acreditei que jamais teria), doei minhas roupas e livros e comprei um mochilão. Me dei um ano sabático para viajar por aí, conhecer pessoas, estudar, trabalhar com outros fotógrafos e retouchers. Me dei um tempo para me conhecer melhor.

Hoje eu acredito que para receber coisas boas é preciso que você esteja primeiramente aberto para isso. Justamente quando comecei a pensar assim conheci uma mulher incrível que deixou suas coisas no Brasil e veio me acompanhar nessas viagens.

Começamos pelo Rio de Janeiro e depois fomos para Buenos Aires, Montevideo, Londres e hoje estamos vivendo em Paris.

Quando deixei o Brasil estava com um fluxo bacana de trabalho e já estava fazendo os meus primeiros trabalhos de porte grande. O medo de deixar tudo para trás existia, pois se você não está lá para executar o trabalho o cliente procura outro. Entretanto, não há escolhas sem renúncias.

De todas as dificuldades a maior, e na verdade a única, foi vender os meus equipamentos. Eu consegui, com muito esforço, comprar tudo o que eu queria e abrir mão deles foi o maior exercício de desapego que já pratiquei. Hoje vivo somente com uma Canon G12, um flash 270EX II e um tripézinho Manfrotto que cabe no bolso.

O bacana desse processo todo é descobrir que não precisamos de muito para viver ou produzir material fotográfico. Na verdade, foi quando abri mão dos meus equipamentos é que tive como viajar e produzir material para o meu portfolio. Lembro de uma vez do Alexandre Urch tweetando durante sua viagem que preferia ter uma 7D e conhecer a Europa do que ter uma 5D MK II e nunca ter saído do Brasil. Eu estava nessa situação e comecei a repensar o valor que eu dava para equipamentos. Aliás, há algum tempo escrevi um artigo sobre isso: O upgrade de equipamentos é realmente necessário? Talvez hoje eu escreva sobre o como o downgrade de equipamentos pode dar um upgrade na sua vida!

Existe uma frase do Cesare Pavese que eu gosto muito:

“Traveling is a brutality. It forces you to trust strangers and to lose sight of all that familiar comfort of home and friends.
You are constantly off balance. Nothing is yours except the essential things: air, sleep, dreams, sea, the sky – all things tending towards the eternal or what we imagine of it.”

Viver em outro país é ter de lidar com outra língua, com hábitos e leis que são, muitas vezes opostos aos seus. Ser fotógrafo em outro país é ser benefíciado pelo exotismo das imagens e onerado pelas barreiras culturais.

Apesar da enorme concorrência de gente muito boa, (in)felizmente a abertura no exterior é maior do que a que você encontra no seu próprio país.

Foto promo que fiz para a cantora Camden Cox no Proud Camden

Sair do lugar comum, se desprender ou correr atrás de um sonho em outro lugar não significa se mudar de país. Especialmente no nosso país de tamanho continental tem gente que sai de SP e se muda para o outro lado do Brasil. Esse é o caso do fotógrafo Henrique Manreza, por quem eu tenho uma admiração muito grande, que deixou São Paulo e foi para o norte/nordeste fotografar pessoas simples e entender o que signifca felicidade para elas. Deixou o emprego, casa e partiu atrás do seu sonho.

Henrique Manreza foto Henrique Manreza

Eu não sei o qual será abertura que terei no Brasil quando eu voltar, não sei se terei novamente meus antigos clientes, não sei se conseguirei comprar os equipamentos que já tive, não sei onde vou morar e também não sei quando eu volto. Na verdade, nada disso me preocupa mais. O importante é que o Leandro que saiu do Brasil já não existe mais. Os documentos são os mesmos, mas a pessoa é outra e as experiências que tive são muito mais importantes que a quantidade de carimbos que o meu passaporte possui!

Como fotografar uma campanha publicitária


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Leia também:

Como criar uma foto de moda

Como alugar um estúdio fotográfico

Para muitos fotógrafos ainda não é clara a diferença entre Fotografia Publicitária e Fotografia Editorial. Por isso, antes de começar o post, é importante explicar o que são elas.

Editorial é a divisão, ou seção que um jornal, site ou revista pode apresentar. Por exemplo: moda, economia, esporte, notícias, política, cultura, etc, sendo cada uma delas é comandada por um editor. Ou seja, a Fotografia Editorial é justamente aquela que está presente na matéria/texto para representar um assunto e não está ligada à venda de um produto ou serviço. Outras característica que vemos nesse tipo de fotografia é a presença do nome do autor da foto.

Entretanto, a confusão com a Fotografia Publicitária se dá, pois hoje em dia muitas campanhas estão usando a “natureza despojada” da Fotografia Editorial para atingir um outro perfil de público. Na fotografia publicitária nunca vemos o nome do fotógrafo, pois ela é fruto do trabalho de diversos profissionais e até mais do dois fotógrafos podem ter participação na mesma composição da imagem.

Mais do que classificação de áreas de atuação, meu intuito nesse texto é compartilhar as experiências que tive na hora de realizar esse tipo de job.

Diferente da Fotografia de Moda, é na fotografia de Publicidade que estão os grandes orçamentos(não tão grandes quando se é um fotógrafo iniciante). De qualquer forma, é na publicidade que você encontra maiores subsídios para alugar estúdio, equipamentos, pós produção, maquiadores, cabelereiros, modelos, produção de cena, making of , entre outras coisas. Sem contar que o cachê do fotógrafo é muito maior do que quando fotografamos moda. Por questões comerciais, a criação é um pouco mais engessada do que na fotografia de moda e o fotógrafo também não tem tanta autonomia.

O ciclo é mais ou menos o seguinte:

1- Contato com a agência 

Quem planeja a foto é a agência de publicidade e de todos os projetos que estive envolvido, ou fui indicado ou fui achado na internet pela agência. Há outras maneiras de iniciar um contato com a agência e um exemplo é a velha, mas ainda em uso,bater porta”.  Não vou entrar nos méritos de aproximação, mas a pessoa que você deverá procurar na agência é o Art Buyer. É ela quem contrata os profissionais que vão produzir uma imagem. No casos de agências menores, quem faz esse papel é o atendimento ou mesmo o dono da agência.
Se você não é do tipo que fica esperando o job cair do céu, aqui tem uma lista com as principais agências de publicidade do Brasil.

2 – Briefing do job

Briefing é o escopo ou desenho de como a foto vai ser. O seu cliente é a agência e ela já decidiu com o cliente dela(a empresa) como será a foto. Você não tem tanta liberdade de criação, mas por outro lado acaba sendo um trabalho muito bem organizado e produtivo.

Ano passado eu fiz um trabalho para a COMGAS(Companhia de Gás de SP) para conscientizar os trabalhadores a usarem corretamente seus equipamentos de proteção individual e fazer também uma ligação com a a família deles. No total eram 30 fotos e um dos briefings de foto que recebi da agência foi o seguinte.

Briefing: Filho abraçando o pai que está usando EPI

Foto que fizemos:

Foto pronta com base no briefing

3 – Negociação do valor do job

Em mercados mais antigos como o Americano e Europeu é mais fácil formar preços, inclusive com softwares que fazem isso para você como, por exemplo, o fotoQuote Pro.

Até temos algumas tentativas de algo parecido, mas no mercado como o brasileiro isso ainda não é uma realidade.  Para formar preço no mercado publicitário deve levar-se em consideração inúmeros fatores como:

  • Se a campanha vai ser impressa ou não.
  • Media placement qual é o meio de veinculação dessas imagens: revistas, outdoors, blogs, brochuras, etc.
  • Se a campanha será internacional, nacional ou regional
  • Quanto tempo a peça vai ficar no ar.
  • Exclusividade. Se você pode, ou não, utilizar aquelas imagens para outros fins.
  • Quem fará o casting dos modelos.
  • Quem aluga o estúdio ou faz o scout da locação
  • Quem irá fazer o tratamento das imagens.
  • A produção de cena fica por conta de quem.
  • Quem cuidará da alimentação da equipe.
  • Quem fica responsável pelo transporte.

Com essas informações iniciais já dá para começar a formar o preço da sua foto. Se você está achando tudo muito complicado, parabéns! Você está aprendendo que ser um fotógrafo não é brincadeira e que nada vem de “mão beijada”.

Algo muito importante que o fotógrafo não pode esquecer: se ele tem de fazer casting, produzir, e ficar responsável por outras coisas ele já não é mais só fotógrafo, é gerente de projetos e deve cobrar por isso também.

O que eu costumo fazer: sempre pergunto para o meu cliente quanto ele tem de budget. Ou seja, quanto de dinheiro ele tem para investir. Se ele tem R$500,00, R$5.000,00 ou R$50.000,00 “não importa”, é possível trabalhar dentro de diversos valores. A questão é que uma foto e o trabalho investido de R$500,00 nunca será igual a um trabalho de R$5.000 ou de R$50.000,00.

Só para dar um norte, hoje(primeiro semestre de 2012) um fotógrafo de porte médio tem cobrado de R$2.000 a R$3.000 uma diária de foto publicitária. Quando falo diária, estou me referindo também ao tratamento e outros tipos de serviço.

Normalmente, recebe-se 50% antes e 50% na entrega das fotos.

4 – Pagamento da equipe

Negócio fechado chegou a hora de reunir a equipe, se é você quem vai contratar os modelos e/ou figurantes tenha em mente que terá que investir, pelo menos, R$1.500,00 para o cachê de um ator ou modelo em início de carreira. Se precisar de nota fiscal esse valor subirá para R$1.800,00.

Abaixo, mais alguns valores de diária praticados em SP para uma foto de “médio porte”:

  • Maquiador: R$300,00 a R$900,00
  • Cabelereiro: R$300,00 a R$900,00
  • Assistente: R$100,00 a R$300,00
  • Camareira: R$100,00 a R$200,00
  • Produtor de moda: R$600,00 a R$2.000,00
  • Ator infantil: R$300,00 a R$1.000,00
  • Catering(alimentação): R$30,00 a 60,00 por pessoa.
  • Estúdio em SP: R$600,00 a R$1.500,00 a diária

Para saber mais sobre estúdios, leia o post: Como alugar um estúdio fotográfico.

5- Execução do job

Uma foto publictária muitas vezes é formada por diversas imagens. Seja por fotos diferentes ou por Computer-Generated Imagery (CGI).

Campanha da NET que fiz junto com Edu Euka, Flaviz Guerra e Junião para a agência LOV.

Tenha em mente que sua foto será inserida em outra foto ou que partes das fotos que você fez serão juntadas. Exemplo: o cabelo da modelo ficou melhor na foto B, mas o cliente gostou do rosto dela na foto C e o vestido está melhor iluminado na foto A. Se prepare, pois essa foto se chamará ABC no final. Portanto quando fotografar publicidade, procure usar um tripé e a mesma distância focal, pois se precisar juntar fotos você não terá problemas com distorções e proporções que não se encaixam.

Não se preocupe se você possui uma “câmera simples”, muitas fotos que fiz foram com uma Canon 50D + 28-135mm antes de migrar para 5D Mark II e lentes primes. Se você não possui esse equipamento e o orçamento lhe permite, alugue tudo o que você precisar. Até porque não adianta receber uma grana sua boa do seu cliente e aparecer na locação com uma XTi. Marketing pessoal sempre conta! Se precisar alugar algo a Raineri Equipamentos tem praticamente tudo para locação.

Eu ainda não precisei alugar, pois todos os meus equipamentos eram mais do que suficientes. Para uma foto desse porte eu costumo levar:

  • 5D Mark II + câmera de backup
  • Canon 17-40mm F4 + 85mm 1.8
  • 2 Speedlights da Canon
  • PocketWizard
  • Umbrella Softlighter da Photek
  • Rebatedor
  • ColorChecker.
  • MacBook Pro e Ipad para tethered capture
  • Manfrotto 055XPROB
  • Manfrotto 680B
Photek Umbrella Softlighter II + Canon 430EX II

Photek Umbrella Softlighter II + Canon 430EX II

Antes de começar a fotografar eu separo um dia que chamo de prelighting. Nesse dia, munido do briefing, vou com minha assistente no local da fotos e ilumino ela, analiso os ângulos e perspectivas das fotos que irei fazer. Ou seja, eu faço um rascunho de tudo o que será fotografado e assim o dia da foto renderá muito mais.

Além do rascunho, outra solução que otimiza meu dia é fotografar conectado no computador, também conhecido como tethered capture. Quando trabalho assim, meu cliente já vê a foto e me diz se está dentro do que ele espera o que elimina erros e me permitir avançar para a próxima foto. Também consigo ver se uma foto está fora de foco, se a roupa está amassada, se tem uma etiqueta para fora da roupa. Quase sempre é mais fácil consertar a foto na hora que que arrumar depois no Photoshop.

Hoje eu utilizo o Capture One Pro e o aplicativo Capture One Pilot.

6- Tratamento das foto e entrega dos arquivos

Algumas campanhas que fotografei, como essa da COMGAS, não tiveram tratamento de  imagem, pois a agência queria fotos que dialogassem melhor com o perfil do público que ela estava tentando atingir. Por isso é tão importante a iluminação e a maquiagem.

De qualquer forma, você pode fazer o tratamento das suas imagens e caso todo o tratamento fique por sua conta é necessário cobrar por isso também. Nos EUA e Europa há uma distinção bem clara entre o fotógrafo e o retoucher. São duas profissiões distintas e com pagamentos idem.

Na dúvida, a melhor forma é sempre perguntar para o seu cliente: Como você prefere que eu entregue as fotos? E ele vai te falar se é em RAW, JPEG, TIFF, PSD, via FTP, motoboy, fax ou sinal de fumaça!

Eu sempre recomendo meus alunos a organizarem todo o PSD da foto em tratamento, pois se o cliente não gostar de um detalhe, você não precisará refazer todo o trabalho.

40 layers para uma foto de beauty

Os valores de retouch em publicidade variam de R$300,00 a R$2000,00 por foto.

Eu espero que esse texto tenha dado alguma luz para os fotógrafo em início de carreira, não se esqueça que esse valores e processos são baseados no mercado de SP para um job freelance de porte médio.

Caso queira conhecer o que é feito de melhor na fotografia publicitária mundial é só acessar o Ads Of The World.

É isso aí, o job nosso de cada dia nos dai hoje!


“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

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