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Como se tornar um fotógrafo de moda

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Depois do filme Blow Up do Antonioni, o fotógrafo de moda “alcançou” um status que é mantido até hoje. Carros, dinheiro, mulheres, festas e álcool é a imagem muitas vezes associada a esse tipo de fotógrafo. Verdade ou não, o fato é que para ser fotógrafo de moda é necessário muito mais do que conhecimento em fotografia, retoque de imagens, moda, maquiagem, etc.

Aliás, o título desse post, “Como se tornar um fotógrafo de moda”, é muito pretensioso e arrogante. Não se ensina ninguém a se tornar um fotógrafo de moda através de um post e nem detemos a verdade para poder assumir isso.

Assim como não é possível ensinar como desenhar uma coruja em dois passos, eu não posso dizer:

  1. Compre uma câmera.
  2. Seja um fotógrafo de moda

Aliás, eu nem sou fotógrafo de moda.  Sou um fotógrafo iniciante que está trilhando seu caminho para esse lado. Firula, mas é a verdade.

Estou escrevendo esse texto, pois recebi um e-mail bem bacana essa semana que é o seguinte:

“Olá pesquisando na Internet cheguei até você.

Creio que as perguntas sejam as mesmas de sempre mas, tenho que lhe perguntar.

Quero muito fazer Fotografia prestei o vestibular, e agora tenho poucos dias para decidir se faço ou não fotografia

Como está o mercado em relação à fotografia, eu fazendo fotografia existem campos de trabalho para essa profissão agências de modas, revistas etc.

quero muito fazer fotografia publicitaria, moda no meu caso …

Resumindo ..da pra se ganhar dinheiro fazendo FOTOGRAFIA .terei campo de trabalho pra isso ou fazendo serei só mais um amador tentando a sorte como fotografo…

agradeço deis de já aguardo um retorno”

Como falei, não se ensina alguém a ser fotógrafo em 2 ou 10 passos. Entretanto, vou, pela minha própria experiência, tentar dar um norte para quem está tentando entrar nessa área.

Primeiramente eu aconselho a ler meu outro artigo: Fotografia de moda, onde eu explico como o mercado de moda está dividido. Entender essas diferenças é importante para podermos separar mercados e analisar cada um separadamente. O ideal seria buscar números concretos, fazer pesquisas e montar um Plano de Negócios, mas mesmo assim, de forma superficial, dá para se ter uma idéia de mercado e dos campos de trabalho. Imagine a seguinte situação: estúdios que cobram R$700,00 a diária e estão sempre cheios, câmeras que custam R$10.000,00 somente o corpo, objetivas a R$3.500,00 ou R$9.000,00, computadores que não saem por menos de R$5.000,00, entre outras coisas são hoje equipamentos de boa parte dos meus amigos que são fotógrafos de “médio porte”. O que quero dizer com isso é que, se estão conseguindo comprar esse tipo de equipamento é porque estão ganhando dinheiro com fotografia. É uma análise rasa, mas dá para fazermos um panorama de como anda o mercado. Além disso, é só olharmos como toda hora surge um site de comportamento, agência de modelos, revistas de moda, marcas que precisam fazer seus catálogos, entre outras empreendimentos que demandam fotografia de moda.

Depois disso leia o seguinte livro: Fashion Photography – A Complete Guide to the Tools and Techniques of the Trade By Bruce Smith. Com ele é possível ter uma visão geral de todo o processo para se realizar uma fotografia de moda.  A partir desse momento caberá a você analisar qual o caminho a seguir, se fará uma faculdade de fotografia, se optará por ser assistente de um fotógrafo ou se vai fazer workshops com outros fotógrafos.

Basicamente um fotógrafo de moda poderá trabalhar das seguintes maneiras:

  • Fotografando editoriais de moda.
  • Fotografando catálogos de roupas.
  • Fotografando modelos e/ou atores para as agências.
  • Fotografando para bancos de imagens.
  • Fotografando para agências de notícias.
  • Fotografando beleza.
  • Fotografando retratos.
  • Foto para publicidade.
  • Prestando consultoria.
  • Ministrando cursos e workshops.

Antes de começar a fotografar nessas áreas ou prestar serviços, é necessário montar seu portfólio. Como fazer isso na prática.

  1. Busque referências de fotografia de moda. Um site bom é o http://fashiongonerogue.com e o http://thefashionisto.com
  2. Defina a foto que quer fazer. Comece a costruir seu portfólio com fotos “simples”. Exemplo:

    Heidi Mount by Hedi Slimane

  3. Depois da foto ser pensada, analise o que precisa para executá-la: fundo da foto, luz, roupa, maquiador, modelo, direção, etc.
  4. Para conseguir modelo, busque parcerias nas agências de modelos. Esse contato deve ser feito com o booker que é a pessoa que cuida das modelos.
  5. Para conseguir maquiador e cabelereiro, procure no orkut e nas escolas de beleza.
  6. Quem cuida da roupa é o produtor de moda ou stylist. No caso do fotógrafo iniciante pode ser um aluno de moda ou ele mesmo.
  7. Todos esse profissionais precisam de material fotográfico e essa será a moeda de troca. Portanto prepare um material com qualidade.
  8. Produza entre 20 e 25 fotos divididas em beleza, editorial, comercial, etc.
  9. Imprima esse material em um portfolio físico de tamanho médio, cerca de 25cm em um dos lados. Foto impressa sempre é melhor que foto no computador.
  10. Monte seu site e seu cartão de visitas.

Com esse material pronto é hora de “bater porta”. Procure pelos diretores de arte ou de fotografia, são eles que costumam contratar os fotógrafos para as pautas. Para marcas de roupa, quem contrata geralmente é o estilista ou o departamento de marketing. Procure por publicações e marcas pequenas para começar.

Para fotógrafo “nível médio”, geralmente ganha-se:

  • Por pauta: R$300 a R$400,00
  • Cobrir Fashion Weeks: R$2.000,00 a R$5.000,00
  • Book de modelo: R$400,00 a R$600,00
  • Lookbook: R$3.000,00 a R$6.000,00
  • Editorial de moda para revista: R$0,00 a ajuda de custo.

Sobre mim, de junho de 2009 a junho de 2010 eu decidi trabalhar em uma empresa de tecnologia, juntar dinheiro para comprar equipamento fotográfico e estudar fotografia e iluminação. Depois de ter trabalhado como assistente de um fotógrafo de moda eu resolvi que seguiria meu caminho sozinho e que durante um ano só pegaria trabalhos pequenos, daria workshops, palestras e me aprofundaria em tratamento de imagem, história da arte e da fotografia. Pretendo seguir esse ritmo até junho de 2011 antes ir atrás dos grandes jobs.  Todos os trabalhos que fiz até agora foram indicação de outras pessoas e cobrei muito barato por todos eles. Eu prefiro durante um mês fazer 20 pequenos trabalhos de R$300,00 do que cobrar R$1.500,00 por job e só fazer 2 a cada 30 dias. É uma estratégia minha que me atende muito bem nesse momento. Cabe cada um fazer a sua.

Esse texto não contém nenhuma verdade absoluta e mesmo que fosse um tese de mestrado, ainda seria só um guia simples do que é estar no mercado e ser um fotógrafo de moda de sucesso. O que tem acontecido comigo e que vejo na prática é, é que mais do que talento, é necessário ter amigos e saber caminhar por entre as pessoas. A maioria dos trabalhos são conseguidos assim: por indicação.

Para finalizar esse post, eu gostaria de deixar a dica do livro, que para mim, é o mais importante. Que deveria ser cabeceira de todo o fotógrafo. Aliás, eu acho que a gente deveria aprender sobre ele antes de aprendermos sobre iluminação.

Administração de Marketing – Philip Kotler

Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing

É isso aí, um dia a gente vira o Helmut Newton !

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com

 

 

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O que é ser assistente de fotógrafo

Foto: Ryan Strong (www.ryanstrong.net)

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Todo, ou quase todo, fotógrafo em início de carreira já desejou ser assistente de um grande fotógrafo, aprender suas técnicas de iluminação, tratamento de imagem e direção de modelos. Há aqueles que querem ser assistentes dos fotógrafos de casamentos, de publicidade, de fotografia sensual, e por aí vai. Cada mercado tem suas especificidades e por isso falarei mais sobre o assistente de estúdio, pois é a área que conheço melhor.

Boa parte dos grandes fotógrafos brasileiros de hoje vieram dos Estúdios da Abril, onde foram assistentes dos renomados fotógrafos da época.  Há 25 anos o acesso a informações era completamente diferente do que é hoje. Estamos falando de uma época onde não existia internet, photoshop e além da quase inexistente fotografia digital no Brasil. Com informações restritas, a melhor maneira de se obter conhecimento era ser assistente de um fotógrafo, de um laboratório, etc. Entretanto vivemos hoje a era da informação(e do excesso dela), onde o conhecimento é compartilhado no mesmo momento em que ele é criado. Blogs, Twitter, Facebook, Live Cams, Workshops, Livros, E-books, DVDs, Podcasts, Youtube, Vimeo…temos centenas e centenas de maneiras de adquirir conhecimento de forma muito barata ou gratuita. Entretanto, saber lidar com a equipe, lidar com modelos, fazer contato com bookers, maquiadores, produtores, editores,cabelereiros, entre outros, é  uma coisa que não se consegue fazer só estudando. Hoje, essa é a maior recompensa em se tornar assistente de um fotógrafo. Fazer contatos é primordial na carreira de qualquer fotógrafo e para o fotógrafo de moda e/ou publicidade eu digo que é a chave do sucesso.

Quais são as atividades de um assistente de fotógrafo

Todas possíveis, mas vou enumerar as principais:

  • Carregar e cuidar do equipamento fotográfico
  • Limpar o estúdio
  • Pintar o fundo fotográfico
  • Segurar equipamentos em externas como rebatedores, tripés, etc.
  • Organizar o escritório do fotógrafo
  • Fazer back-ups de fotos
  • Tratar imagens
  • Montar esquemas de iluminação
  • Fazer fotos de making-of
  • Carregar baterias e outras fontes de energia
  • Realizar reparos elétricos nos equipamentos
  • Buscar modelos ou fazer entregas para o fotógrafo
  • Etc, etc, etc…

Quanto ganha um assistente de fotógrafo

Quando escrevi a frase acima dei uma risada, pois para quem é do meio, sabe que  isso é sinônimo de piada. Tenho um amigo que trabalha para um fotógrafo de publicidade e ele ganha, agora depois de um reajuste, R$800,00 de ajuda de custo. Desse valor ele tira a alimentação, condução e salário.  Muita gente pode falar: Nossa eu seria assistente por isso! Quando se é assistente fixo de um fotógrafo, sua vida é toda dedicada a ele. Entrar no estúdio sem hora para sair é extremamente comum e já até faz parte do dia-a-dia. 12, 15 horas de trabalho pesado sem feriado e final de semana é muito desgastante. Uma coisa é você ser fotógrafo e trabalhar 12 horas, nesse caso você é empregado e ganha, quando ganha, uma miséria de dinheiro. Isso sem contar no fim da sua vida intelectual, sexual e social.

Claro que estou usando uma ótica um pouco mais agressiva. Conheço casos de assistentes que tem seu empregadores como verdadeiros mentores e amam trabalhar para eles.

Há assistentes free-lance que ganham por job de R$50,00 a R$350,00

Como ser assistente de um fotógrafo

Contato. Fotógrafos contratam assistentes que foram indicados por outros assistentes ou fotógrafos. Simples assim. Não há fórmula mágica. Há casos de pessoas que mandam um e-mail ou uma carta(antigamente) e conseguiram seus cargos. Só para ilustrar, fotógrafos recebem dezenas de e-mails de pessoas se candidatando para serem seus assistentes sem remuneração alguma.  É com elas que você vai concorrer caso queira ser assistente de alguém sem indicação ou experiência.

Minha experiência

Eu trabalhei para um famoso fotógrafo de moda e minha experiência não foi boa. Talvez seja por isso que minha visão sobre ser assistente não é tão romântica. Pois bem, comecei da seguinte maneira: um dia fui ajudar uma amiga em umas fotos e fotografei uma amiga dela, essa amiga era amiga de uma editora de uma revista de moda aí, ela viu minhas fotos e me chamou para uns jobs, fiz os jobs e depois ela me indicou para esse estúdio.  Fui trabalhar para esse fotógrafo sem remuneração alguma e já haviam dois assistentes lá. Como eu já conhecia de iluminação e tratamento de imagem, no meu primeiro dia já fui montar a iluminação e trabalhei até cerca de 02:00am. Por ser o “fotógrafo das estrelas” havia um clima muito estressante lá, não se podia falar direito e eu tinha que “viver pisando em ovos”. Em externas o trabalho era bem pesado e longo, como sempre terminávamos de madrugada eu tinha de pegar um táxi e também arcar com isso. Travalho duro e sem remuneração não era problema para mim. Apesar de eu não ter aprendido nada novo lá, gostava pelo fato de estar sempre em contato com os profissionais da moda.  Saí do estúdio, pois uma vez, ao limpar a mesa, a caixa de e-mail estava aberta justamente em uma mensagem onde os assistentes debochavam de mim, junto com o fotógrafo, o fato de eu ter limpado e organizado a biblioteca e o estúdio. Dentre vários eventos, esse foi a gota d’água e decidi seguir o meu caminho por mim mesmo.

Conclusão

Ser assistente é uma excelente maneira de se inserir no mercado, aprender técnicas e artimanhas, mas não é a única. Há outras formas tão, ou mais, eficazes do que essa.

Quero aproveitar e fazer um agradecimento a Amanda Góes, a melhor assistente/amiga do mundo que sempre me ajuda com a maior boa vontade nos meus jobs.

É isso aí, quer ser assistente? Aprenda a fazer café antes!

 

Não avalio fotos

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Não avalio fotos. Por favor, não insista.

Me sinto lisonjeado quando outros fotógrafos, em início de carreira, me escrevem pedindo que eu avalie suas fotos. Entretanto, essa é uma prática que eu não concordo, não da forma como é feita, e por mim ela deixaria de existir agora.

Claro que é importante para o fotógrafo receber o apoio, a opinião e a crítica de outros fotógrafos, mas até que ponto tudo isso define alguma coisa ou até que ponto isso é importante para o sucesso de alguém?

Recentemente participei de uma discussão sobre fotografia fine-art, onde as pessoas estavam preocupadas demais com os enquadramento das fotos, de forma que a pessoa fotografada não aparecesse com alguma parte do corpo “amputada” pelo corte da fotografia. Meu amigos que vieram dessa “escola” também ficam tristes quando suas fotos “cortam” alguma parte do corpo da pessoa perto das mãos, joelhos, cintura e pés. Eles são criticados por seus orientadores/professores quando isso ocorre. Eu sou fotógrafo de moda e publicidade e se fosse avaliado por essas pessoas, como seria essa avaliação? Qual é a importância da opinião deles no meu trabalho? Um dos maiores fotógrafos de moda do mundo, Guy Bourdin, tem um trabalho que vai em sentido oposto a tudo isso. Se essa fotografia fosse minha e eu fosse avaliado por essa turma, quais seriam as críticas?

Guy Bourdin

Dois amigos viajaram para fora do país para participar de um importante evento de fotografia onde haveria leitura de portfolios*. Eles fizeram leitura com cerca de dez respeitados profissionais e desses, quase metade não gostou e a outra metade gostou muito. E aí? como fazemos nesse caso? Tiramos uma média aritmética para chegar em um resultado?

(A leitura de portfolio é uma oportunidade, normalmente paga pelo fotógrafo, de apresentar seu trabalho a renomados profissionais da área como diretores de galerias, festivais, museus e centros culturais, assim como curadores, colecionadores, marchands, estudiosos, pesquisadores, artistas e editores entre outras pessoas para eles avaliarem se o seu trabalho é bom ou não, fazer contatos, etc).

Por outro lado, se vamos pedir avaliação e fotos para pessoas que tem uma linha de trabalho igual a nossa, qual é o impacto disso? Se o trabalho for próximo do dela a crítica vai ser positiva e o contrário também é válido.

Claro que estou generalizando e precisaria de uma tese de doutorado para esmiuçar tudo isso, mas o ponto que quero chegar é de que, da forma como é feita atulamente, a avaliação de portfólio não ajuda o fotógrafo iniciante. Não como um todo.

Ex.:

– Leandro, minhas fotos são boas?

– Boas para quê? Publicididade, arquitetura, moda, natureza, fotojornalismo, iluminação, tratamento, composição, criatividade…

Resumindo, é uma dicussão muito longa para ser feita por escrito ou em 20 minutos de leitura de portfolio. Para se fazer qualquer tipo de avaliação é necessário conhecer as intenções do fotógrafo. Aquele borrado é intencional? O rosto da moça que não aparece é proposital? Onde você queria chegar com esse resultado?

Além disso, como eu ou alguém pode julgar a fotografia de outra pessoa sem conhecer a história ou intento daquele trabalho? Como eu ou alguém pode mensurar a qualidade de uma foto tirada por um pai fez um picnic para sua esposa e filhos em um domingo de sol? Ou de um fotógrafo de casamento que registra as lágrima de um noivo apaixonado ao ver sua futura esposa subir no altar? Aliás, mandaria CartierBresson à mer#$3 se ele falasse que minhas fotos de moradores de rua são ruins. Ele não sabe o que elas significam para mim. Ele não sabe o que eu passei para conseguir elas.

A única avaliação que considero positiva é aquele em que o fotógrafo procura um profissional renomado da sua área de atuação para saber o que o mercado tem demandado, quais caminhos seguir, quem contactar. Essa “avaliação” seria mais um bate-papo, um mentoring,  do que uma análise se o trabalho é bom ou não. Ex.: um fotógrafo de moda que procura um editor de revista para saber se o seu trabalho está alinhado com o que a revista procura. Essas avaliações seriam mais de cunho comercial do que artístico.

Ninguém tem a propriedade de falar que o trabalho de outra pessoa é bom ou não. Cada trabalho tem o seu significado e impacto de forma diferente em pessoas distintas.

É isso aí, não avalio fotos.

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Qual câmera comprar?

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Uma pergunta tão comum, mas tão difícil se ser respondida. Não por falta de informação, mas sim pelo excesso dela. Hoje as fabricantes de câmeras fotográficas lançam novos modelos a cada ano com mais e mais firulas que, para mim, não servem para quase nada. Os fóruns, sites, comunidades e grupos no flickr estão lotados de discussões tecnicistas sobre os “avanços tecnológicos” desses produtos e  quando o fotógrafo iniciante vai atrás de informação para realizar sua compra, acaba mais se confundindo do que encontrando algo que o ajude a fazer um boa aquisição.

A pergunta que mais escuto de amigos, parentes e desconhecidos é: Qual câmera comprar?

No meu orkut e e-mail do blog recebo diariamente os seguintes tipos de perguntas:

cara tem como vc me dar um conselho?vou investir em uma maquina profissa!q seja bem legal, mas naum mt cara…o q vc sugere, levando em consideraçao q tbm kero comprar flash e objetiva?vlw..abrazz

Quanto eu gasto pra comprar uma câmera simples e um jogo de lentes  para fotografar?

Pois é, já faz muito tempo que estou com vontade de fotografar! Mas eu vinha adiando, adiando e adiando. Me decidi que quero aprender mais sobre o assunto, me especializar o suficiente pra espalhar essa arte que chamam de “Fotografia”. O problema é que não sei de nada! No momento o mais importante é eu saber – pelo menos eu acho – qual câmera comprar, qual vai ser a minha primeira câmera… entende?

Oi, querido Leandro!

Muito bom te encontrar novamente..por enquanto não tenho flickr, mas tenho dúvidas! Hehe. Como havia dito, estou fazendo um curso de fotografia, mas estou no mód.1, e estou aprendendo a lidar com a analógica, e todo o processo de revelação, etc. Até mesmo Pin hole e light painting aprendi um pouco. (E gostei muito, por sinal!). Eu resolvi fazer o curso, pois fotografia sempre me interessou muito, confesso que até mesmo foto jornalística me atrai, assim como fotografia de moda, paisagem, etc. Só que não tenho nenhuma máquina! Somente uma compacta bem simples. E quero muito comprar uma digital profissional ou semi-profi, enfim, uma que me ajude a tirar lindas fotos, algo assim, no nível como as suas (um dia espero chegar lá! hehe).

Enfim, preciso de uma ajudinha profissional, se tens conhecimento de alguma máquina boa e barata! (pois como trabalho com moda, sabe como é, no momento não estou pronta para gastar muito).

Como escrevi anteriormente, esta é uma dúvida super normal e todo mundo, iniciante ou não, tem dificuldade para escolher sua câmera. Às vezes até mesmo depois de já experiente na fotografia essa dúvida irá persistir.

Escrevo esse post para ajudar o fotógrafo iniciante a escolher sua câmera DSLR, mas talvez eu não tenha sucesso nisso, pois a única coisa que penso quando me perguntam que câmera comprar é: TANTO FAZ!!!

É isso o que eu penso hoje, mas caso você busque informações mais detalhadas o fotógrafo Marino escreveu um artigo, na Comunidade do orkut Câmeras DSLR, muito bacana sobre qual câmera comprar. Lá ele detalha as principais câmeras fotográficas e preços. O artigo é um pouco “antigo” e muitas dessas câmeras não estão mais à venda, mas pela sua excelência merece ser lido e relido.

Voltando ao meu ponto de vista, depois de ter adquirido um pouco de experiência com fotografia, aprendi que para se fazer boas fotos a câmera não é o fator mais importante. As objetivas(lentes) e a iluminação(natural ou não) causam mais impacto na foto do que uma câmera do modelo X ou Y. Claro que não estou excluindo totalmente o papel da câmera no processo fotográfico.

Nesse post eu resolvi, ao invés de destrinchar modelos de câmeras, falar sobre o que eu faria hoje se fosse comprar uma câmera nova. O Marino, com esse artigo excelente, faz com eu não queria reeinventar a roda e  vou me ater somente as minhas experiências pessoais na escolha de uma DSLR.

Caso eu perdesse hoje todos os meu equipamento fotográficos, compraria a câmera mais simples. Para ser mais exato eu compraria a câmera Canon mais simples. Qual o motivo de eu escolher Canon e não Nikon? Ergonomia! Gosto mais da “pegada” da Canon, só isso. Aliás, odeio essa briga sectária entre fotógrafos usuários de Canon e Nikon. Isso me cansa demais!!!

Voltando a questão da câmera, em São Paulo eu fotografo com Canon, mas quando vou fotografar no Rio de Janeiro eu uso uma Nikon de um amigo e não vejo difererença alguma em questão de qualidade de imagem. Dessa forma, eu compraria uma Canon mais simples à venda e investiria em uma lente 28-135mm e em um flash. Só com isso eu faria as mesmas fotos que faço hoje.

O site http://snapsort.com faz comparativos entre diversos tipos de câmeras e isso pode dar uma ajuda para quem quer escolher sua primeira DSLR.

Dicas rápida de compra:

Com pouca grana: compre uma Nikon D60 usada ou uma Canon Rebel Xsi usada.

Com alguma grana: Compre uma Nikon D5000 ou uma Canon Rebel T2i

Com uma boa grana: Compre uma Nikon D300 ou uma Canon 7D.

Com muita grana: Compre uma Nikon D700 ou um Canon 5D Mark II.

Com muita, mas muita grana: Compre uma passagem para o inferno e fique por lá!

Eu sei que para muita gente arcar com o valor de uma câmera fotográfica  é muito complicado. Quando comecei na fotografia beirava o impossível. Lembro até hoje da noite que encontrei no ônibus  uma ex-namorada, da minha adolescência, que fazia faculdade de fotografia e naquele momento perguntei para ela o preço de uma câmera e a única coisa que ficou na minha  cabeça depois da resposta foi: Tô fudido.

Eu era estagiário e a câmera mais simples custava uns três meses de esmola salário. Comprei uma Sony Cybershot para começar, depois de algum tempo tentando de diversas formas conseguir uma DSLR surgiu a oportunidade de trocar um notebook em uma câmera Canon Rebel Xti que estava com defeito, topei na hora. Usei essa câmera para aprender fotografia de verdade e logo depois a vendi, juntei mais um mês de salário e comprei uma Nikon D60 que exatamente um mês antes eu tinha visto na loja e falado para mim mesmo: vou comprar essa câmera. Usei ela durante uns três ou quatro meses, comprei flash(um mês de salário foi embora nisso) entre outras coisas e logo depois pensei: vou comprar uma câmera equipamentos de iluminação. Vendi tudo o que tinha, juntei mais dinheiro e comprei boa parte dos equipamento que tenho hoje. Continuo comprando equipamento de “grão em grão” e ficando um bom tempo sem dinheiro, pois acabo investindo toda a grana que tenho nessas coisas. Mas hoje tudo flui bem mais fácil.

Em janeiro de 2009 eu achava impossível ter uma câmera DSLR e hoje, depois de muita luta, eu tenho tudo o que sempre quis ter. Daqui para frente é só upgrade. Tudo é um questão de escolha e para cada escolha há uma renúncia.

Ah, antes que me esqueça eu escolhi minha câmera atual da seguinte forma: Li inúmeros reviews, fiz perguntas para amigos, testei as câmeras deles e cheguei em dois modelos Canon 50D ou Nikon D90, ambas com grip. Fui em uma loja, coloquei as duas lado a lado escolhi a Canon 50D somente por ela “encaixar” melhor na minha mão.

É isso aí, Uni, duni, tê, salamê, minguê também resolve.

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Fala que eu te escuto #07

Outro dia me perguntaram sobre assinatura em fotos e eu apaguei o recado, pois achei que o tinha salvado em um arquivo do word. Não salvei, mas a pergunta era mais ou menos assim:

Leandro, nesse início de carreira é legal ter nossa assinatura nas fotos? Tem gente que fala que não é bom. E aí?

Depende, quando se é iniciante eu até acho interessante colocar sua assinatura ou o endereço do seu flickr na foto, pois assim você divulga seu trabalho para amigos e conhecidos, as pessoas comentam e você sente como as coisas estão caminhando. O que eu acho feio são aquelas enormes marcas d’água que ocupam metade da foto. A foto pode até ser bonita, mas se o sujeito vai lá e escreve FULANO DE TAL FOTÓGRAFO em letras garrafais não tem jeito. Detona tudo.

Eu não me preocupo muito com assinatura. Aliás, esses dias(sem minha permissão) pegaram uma foto minha no meu orkut, apagaram a parte da minha assinatura e colocaram em um perfil que seleciona fotos dos álbums de várias pessoas. Devo encarar de forma negativa um perfil no orkut que está elogiando minha foto, ou um blog que usa minha foto para ilustrar um texto super bacana? Eu não vejo problema nisso! Os tempos mudaram, baixamos muito material da internet, trocamos inúmeras coisa nos fóruns e comunidades, etc. Estou sendo tratado como eu trato o meio em que estou inserido. Agora, se alguém usa minha foto para fins comerciais sem minha permissão em sem o devido pagamento eu processo. Simples assim. No Juizado Especial Cível você resolve isso em no máximo 6 ou 8 meses.

Uma coisa para se pensar: vemos os grandes fotógrafos assinarem suas fotos?

De qualquer forma, eu assino minhas fotos e se você quiser assinar as suas eu mostro agora como se faz. Há diversas formas de se fazer isso, mas eu gosto de usar o Photoshop. Deixei dois modelos nos links a seguir:

Modelo Assinatura Paisagem

Modelo Assinatura Retrato

Segue um vídeo tutorial de como fazer no Photoshop:

É isso aí!!!

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Fala que eu te escuto #06

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Organizando minhas coisas achei um e-mail perdido. Milhões de desculpas por só lhe responder agora:

Olá Leandro, tenho acompanhado seu blog diariamente e tenho gostado muito. Vou fazer um curso básico de fotografia agora no final do mês e pretendo investir MESMO na área. Me formei agora em Serviço Social, to trabalhando já, e por incrível q pareça já consegui juntar R$2.500 pra comprar uma máquina profissional, ainda estou pesquisando qual comprar… Mas enfim, gostaria de tirar umas das várias dúvidas que tenho com você:

1- Como me lançar no mercado? O que devo fazer pra conseguir trabalhar com moda, assim como você? Aquele post seu do “objetivo”… me identifiquei bastante c suas fotos e no momento, quero ser você. ahahah
2- Quais são os valores que um fotografo cobra para um trabalho? Eu sei que depende do trabalho, mas eu queria ter uma noção, pq n tenho nada… Por exemplo, para casamentos ou para books fotográficos, o trabalho q vc fez para a Lofficiel por exemplo… Como fez para conseguir, qual o preço cobrado, o que você deve fazer? Só “dirigir” as modelos ou vc tb participa da produção delas, como escolher maquiagem e roupa?

Desculpa tanta ansiedade é que tenho admirado muito o seu trabalho e queria tirar umas dúvidas c vc rsrs
Obrigado, Karen

Karen,

Não sei se você já comprou a máquina, mas com essa grana dá para comprar um equipamento muito bom com uns acessórios legais. Sobre sua primeira pergunta, moda, assim como diversas áreas, é muito mais importante contatos do que talento. Não que talento seja dispensável, mas  é um meio onde a indicação, o “amigo do amigo”, o “fulano que fez para cicrano”, conta muito mais que um portfolio bonito.

1- Como me lançar no mercado? O que devo fazer pra conseguir trabalhar com moda, assim como você? Aquele post seu do “objetivo”… me identifiquei bastante c suas fotos e no momento, quero ser você. ahahah

Há diversas formas de entrar nesse meio e uma muito comum é o networking nas festas, vernissages, aberturas, coquetéis, etc. Imagine a situação: o rapaz está dançando(bêbado) e se aproxima uma moça(mais bêbada ainda) para dançar com ele  que começa o seguinte diálogo:

– O que você faz?

– Sou fotógrafo de moda e publicidade.

-Jura, eu trabalho na revista xpto toma aqui meu cartão. Me liga para fazermos umas fotos.

-Ok, eu ligo.

Dois dias depois quando a bebedeira e a ressaca já tiverem passado e ela não for mais tão sociável quanto na noite da festa, você manda seu portfolio por e-mail e comenta da conversa que tiveram. Pronto, agora você tem um contato e ela tem algumas imagens para poder convencer o chefe dela a contratar você para aquela pauta ou editorial. Vai por mim, isso acontece o tempo inteiro.

Outra forma é montar um portfolio com suas amigas que são modelos e mandar para as agências vendendo seu serviço como fotógrafa. Você pode também fazer uma troca, modelos sempre estão precisando de material. Elas posam para você fotografar e depois esperam um CD com as fotos tratadas em troca por esse trabalho.

Uma forma que é comum, mas um pouco difícil de se obter, é sendo assistente de um fotógrafo de moda. Eu trabalhei para um fotógrafo x, pois fui indicado por uma pessoa da L’Officel. Fiquei pouco tempo lá, não gostei e optei por seguir meu caminho sozinho, mas sempre é bom trabalhar para alguém, pois, além de aprender todos os macetes da profissão, você conhece produtores, maquiadores, cabelereiros, modelos, etc.

2- Quais são os valores que um fotografo cobra para um trabalho? Eu sei que depende do trabalho, mas eu queria ter uma noção, pq n tenho nada… Por exemplo, para casamentos ou para books fotográficos, o trabalho q vc fez para a Lofficiel por exemplo… Como fez para conseguir, qual o preço cobrado, o que você deve fazer? Só “dirigir” as modelos ou vc tb participa da produção delas, como escolher maquiagem e roupa?

Para valores de book é só você dar uma olhada nesse posts: Quanto cobrar: Book simples e Quanto cobrar: Book intermediário.  Para valores de pauta, editoriais e afins, normalmente é a revista ou meio de comunicação que já lhe oferece um valor x. Por exemplo, se você for cobrir uma semana de moda é capaz de te oferecerem uns R$5.000,00 por aquele trabalho, talvez te mandem um motorista, talvez não. Isso para fotógrafo iniciante, pois fotógrafo top cobra R$30.000,00 por alguns jobs.

Quem escolhe a maquiagem, roupa e acessórios é a produtora de moda. O trabalho do fotógrafo fica mais em montar iluminação, composição, direção da modelo, fotografar, etc. Há trabalhos que é você quem passa para a produtora, maquiador e cabelereiro as referências do que você quer, mas são eles que executam essa parte.

Esse mercado de fotografia de moda é muito, mas muito amplo e o que eu escrevi hoje é só para dar um idéias de como as coisas são.

Não desanime se as coisas não derem certo no começo. Recebi isso outro dia.

É isso aí, espero que tenham gostado.

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com

Quanto cobrar: Book intermediário

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Recebi alguns e-mails comentando meu último post sobre quanto cobrar por um book simples. Alguns falavam que eu não devia cobrar tão barato, pois meu trabalho valia muito mais que isso, outras pessoas comentaram que cobravam muito mais barato que aquilo e que precisavam rever seus preços, mas o e-mail que mais me surpreendeu foi o de uma pessoa que achou um absurdo eu ter falado naqueles valores tão baixos e me disse que  eu estava dando um tiro no pé e prejudicando a classe fotográfica.

Gostaria de esclarecer algumas coisas:

Eu não disse que cobrava R$300,00 por um book. Aliás, confesso que se eu tivesse hoje um book por R$300,00 ia ficar muito feliz!!! Com R$300,00 eu consigo almoçar durante um mês ou pago meu aluguel. O impacto de um book para mim é muito grande. Morar fora da casa dos pais, sem nenhum tipo de apoio financeiro ou operacional, faz com que qualquer quantia de dinheiro seja muito, mas muito bem vinda. De qualquer forma, cobro mais que isso.

Sobre a classe fotográfica, o que seria isso? Alguém conhece ela? Quem é representando por ela? Quando uma foto sua é usada indevidamente há uma classe que te apóia e te suporta em um processo jurídico? Quando você começou a fotografar essa classe fotográfica te ajudou de alguma forma? Existem algumas associações que possuem uma tabela de valores, descontos para seguros de equipamentos e mais algumas firulas. Fora isso, qual é o impacto delas na minha vida? Tirando algumas boas almas que compartilham conhecimento como o Geraldo Garcia ou iniciativas bem intencionada como a da Fototech, eu não espero nada dessa classe fotográfica.  Essa classe fotográfica não paga meu aluguel no final do mês, não paga minhas contas, não me ajuda quando um equipamento quebra, não me suporta através de empréstimos e além de tudo isso, não quer pagar seus assistentes, pois eles estão “aprendendo um ofício”. Aliás, em breve vou escrever sobre os fotógrafos que não querem pagar seus assistentes ou pagam quantias ridículas que só servem para a subsistência do infeliz que se prostitui por amor à fotografia.  Se essa classe fotográfica realmente existe, eu desejo que ela vá à merda!

Dentre os e-mails que recebi, teve um bem bacana e que dá um rumo para esse post:

Uma amiga, me pediu pra fazer um book dela, ela está grávida! Vi o que vc escreveu no seu blog, mas fico pensando se vale a pena cobrar R$300,00 sendo que gastaria uns R$100,00 em impressão de qualidade + um fundo infinito(pois não tenho estúdio)+ o tempo de editar as fotos+ iluminação! Fora que tem a parte de maquiagem e cabelo!
Queria saber se existem outras coisas mais alternativas. Lugares que se podem fazer esse tipo de foto, uma outra alternativa de impressão, pois ela não quer nada em cd. Essas coisas assim.
Fico agradecida!
Abraço

Não, não vale a pena cobrar R$300,00. Contraditório eu falar isso, mas a verdade é essa e o buraco é muito mais embaixo. Quando falei nesse valor,  falei para aquelas pessoas que não possuem um estúdio, maquiador, não vão mandar ampliar, moram com os pais, estão na pindaíba, etc, etc, etc…

Vamos fazer algumas contas para um book mais elaborado.

  • Aluguel de estúdio: R$350,00 (valor para amigo)
  • Maquiador/Cabelereiro: R$150,00
  • Impressão: R$100,00
  • Coffe-break: R$80,00
  • Assistente: R$50,00(o mínimo)
  • Locomoção: R$80,00 (valor para um táxi ida/volta)

Com esses valores chegamos em custo de R$810,00. Isso sem contar depreciação de equipamento, gastos extras, etc. Some esse valor ao quanto você quer ganhar como fotógrafa nesse job e quanto você quer ganhar com o tratamento.

Há outras alternativas para fazer fotos de book (mais baratas) como fazer seu próprio esquema de iluminação e/ou fundo infinito(esse vai ser o próximo post do blog) ou fazer fotos externamente e usar luz natural com rebatedores caseiros. Fazer fotos em parques, casas de amigos e lugares abandonados ou históricos sempre dão boas fotos. Uma outra opção é se juntar com outros amigos fotógrafos para compartilhar equipamento, locações, etc. Sobre a impressão não tem como fugir, se quer qualidade tem que fazer no lugar certo com os profissionais certos e isso tem um custo.

Esse valores que eu passo são mais para dar um rumo para os fotógrafos que estão começando, um quebra-galho. Formar preço é muito mais do que isso e envolve diversos fatores.

É isso aí, um dia a gente deixa de cobrar R$300,00 !!!

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com

Quem quiser dar um retweet é só clicar na caixinha verde no canto superior direito.


“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

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