Archive for the 'Iluminação' Category

CD Luiza Caspary

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Recentemente tive o privilégio de fotografar a capa e o material de divulgação do CD de estréia da talentosa Luiza Caspary.

A Luiza é uma artista que nasceu baiana, cresceu gaúcha e hoje vive em São Paulo. Embora muito jovem (24 anos), já coleciona 16 anos de carreira. Sua voz é conhecida por cantar trilhas de campanhas publicitárias para grandes marcas. Algumas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de filmes e séries de TV. Além disso, ela tem realizado shows com AUDIODESCRIÇÃO – recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, LIBRAS (língua brasileira de sinais) para pessoas com deficiência auditiva, além da preocupação com o acesso para cadeirantes.

O Caminho Certo, seu disco de estréia,  está à venda em sites como ITunes, e também disponível em streaming para audição no SoundCloud e outros.

Quando a Luiza me procurou ela já tinha definido que a foto de capa seria um close e dentro disso comecei a separar referências de cor e a rascunhar as fotos. Decidi em ter 3 opções de fotos com locações e maquiagens diferentes.

O Gabriel Von Brixen fez o Making of do dia:

Para a primeira sessão do dia, optei por utilizar uma softbox de 40 X 40 cm, pois queria o rosto mais marcado e Flash YN560 II com carga em 1/4 para uma reciclagem mais rápida e para não “matar” a luz dos raios atrás dela que formavam “caminhos” junto com a vegetação.

Making of

Diagrama de Luz

Capa do CD

Capa do CD

Contra Capa

Contra Capa

Capa Finalizada

Capa Finalizada

Como uma segunda opção fotografamos em uma outra locação:

Segunda opção de capa

Segunda opção de capa

Segunda opção de contra capa

Segunda opção de contra capa

E depois fotografamos o material de divulgação dentro do home estúdio com um fundo verde em lona e uma beauty dish:

Além da amizade incrível que se cria com esse tipo de trabalho é muito gratificante ver sua foto sendo usada de uma forma tão bacana. Como tinha escrito, a Luiza é pioneira e tem um preocupação enorme com a acessibilidade e fez até audiodescrição do flyer do seu show no Centro Cultural São Paulo.

Flyer

O flyer é ilustrado por uma foto colorida e em close do meu rosto. Estou à direita da imagem e encaro a câmera. Minhas mãos estão unidas em concha e cobrem parcialmente meu nariz e minha boca. Tenho as unhas pintadas de azul e estou de batom pink. 
Do meu lado esquerdo, o cabelo é curtíssimo e loiro escuro. Do lado direito, uma franja platinada chega mais ou menos na altura do meu queixo. Uso sombra e blush cor de tijolo. Esfumaçada, a maquiagem realça meus olhos amendoados e as maçãs do meu rosto. Meus cílios são longos e as sobrancelhas, desenhadas. Uso um brinco de bolinha prata na orelha esquerda e visto blusa multicolorida de crochê.
O fundo em tons de cinza está desfocado.
O texto está em letras brancas e um círculo azul, parecido com a cor do meu esmalte, destaca a data. Uma faixa no mesmo tom atravessa toda a parte de baixo do flyer e ressalta as demais informações sobre o show e as logomarcas dos realizadores e apoiadores.
Fotos e Tratamento: Leandro Neves
Assistente de Foto: Érika de Faria
Maquiagem: Juliana Coelho
Cabelo: Mauro Morad
Making of: Gabriel von Brixen

Review Estúdio Brasil 2010

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6 dias entre workshops, palestras, bate-papos, demonstrações, exposições e networking com mais de 1.000 profissionais da área de fotografia. Esse poderia ser um resumo do que foi o excelente Estúdio Brasil 2010.

Antes de começar a escrever um review sobre o que eu achei do congresso, eu preciso agradecer o site Fotocolagem e a Escola Riguardare por terem me premiado com um par de ingresso para o Estúdio Brasil 2010. Eu queria muito ir, mas não comprei meu ingresso, pois estava juntando dinheiro para trocar de computador. Poder participar do congresso foi uma experiência maravilhosa.

Sobre o Estúdio Brasil 2010, ele é o maior congresso de fotografia de estúdio da américa latina e esse ano reuniu palestrantes brasileiros e americanos especialistas em diversas áreas como moda, culinária, books, gestantes, produtos, retratos, etc.

Cheguei cedo no primeiro dia, pois tive medo de haver alguma demora no credenciamento, mas não houve problema algum. Todo o staff era muito educado e a entrada para as palestras ocorreu de forma tranquila e muito bem organizada.

Não assisti todas as palestras do evento, pois aproveitei para fechar negócios, fazer networking, assistir apresentações paralelas e curar a ressaca do dia seguinte do happy-hour que o congresso ofereceu.

As palestras que assisti foram as seguintes:

O MERCADO DA MODA – EDITORIAIS E CAMPANHAS

A primeira palestra do Estúdio Brasil 2010 foi ministrada por Aleksandar Srdic, fotógrafo de moda paulistano que explicou o processo de uma campanha e de um editorial de moda.

Srdic iniciou sua palestra falando sobre quais são os profissionais que fazem uma fotografia de moda e salientou que sem eles o resultado final fica comprometido. O principais profissionais, de forma enxuta, são:

  • Fotógrafo
  • Stylist(quem arrumas as roupas e produz a modelo)
  • Maquiador
  • Modelo

Também diferenciou o Editorial de Moda das Campanhas da seguinte forma:

Editorial de Moda

  • Conta uma história
  • É feito para revista
  • Tem um briefing mais maleável
  • Sem fim comercial
  • Budget limitado
  • O cliente é a editora

O processo ocorre da seguinte forma:

  1. Contato da editora com o fotógrafo
  2. Briefing
  3. Proposta de cachê feito pela editora

Depois disso é feito uma reunião com o editor de moda da revista, com o fotógrafo e o stylist para discutir a idéia central, quem será  a equipe, os prazos, locação, etc.

Cabe ao fotógrafo definir e gerenciar a organização do tempo, direção do set, integração da equipe, direção da modelo, entre outras coisas.

Depois das fotos feitas a edição(escolha) é feita pela editora junto com o fotógrafo e depois são tratadas pelo fotógrafo, pela revista ou por um estúdio de tratamento. Nesse caso, Srdic explicou bem que um estúdio de tratamento está muito melhor capacitado para tratar as imagens do que ele e que deixar o tratamento para a editora deve ser a última opção. Ele indicou dois estúdios de tratamento o www.fujocka.com.br e o www.lacreative.com.br.

Campanha de Moda

  • Seu cliente é a marca
  • O Briefing é fechado
  • Orçamento é proposto pelo fotógrafo
  • A verba é boa
  • A funções são bem definidas
  • O fim é comercial

Ele mostrou um exemplo de briefing de campanha de moda.

  • 18 fotos finais
  • 1 diária
  • 6 meses de vinculação
  • Mídia impressa
  • 2 modelos(uma já estava escolhida e ele escolheria o modelo)

A reunião é feita com a agência ou com o cliente(estilista, diretor de arte, etc) onde é passado o briefing do que será feito. Nesse caso, não há muito espaço para o fotógrafo mudar algo, pois tudo já foi “resolvido” antes.

Para montar o orçamento para esse tipo de trabalho precisa-se levantar o seguintes custos:

  • Locação de equipamento(iluminação e Hasselblad)
  • Produtor de set(um tipo de faz tudo)
  • Catering(alimentação)
  • Aluguel do estúdio
  • Pre-lighting(teste com as luzes no dia anterior)

Aqui também cabe ao fotógrafo definir e gerenciar a organização do tempo, direção do set, integração da equipe, direção da modelo, entre outras coisas. Muito comum o cliente estar presente e para isso é comum ter uma tv de plasma ou um computador para o cliente e a equipe ver as fotos em tempo real.

Depois dessas explicações Srdic mostrou na prática um photo shoot com 4 modelos e um cenário montando em cima do palco  e utilizou uma 5D Mark II e o software Capture One Pro para capturar e processar os arquivos em RAW.

O mais importante na palestra do Srdic foi vermos como ele dirige as modelos e que o fato de não ter um estúdio e equipamento pesados não impede o fotógrafo de trabalhar.

 

EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO DIGITAL: HOJE E O FUTURO

Thales Trigo, cujos livros fazem parte de qualquer bibliografia básica nas faculdades e cursos de fotografia, falou sobre como a imagem digital é estruturada, os tipos de câmeras digitais, as novas tecnologias, entre outras coisas.

O Thales salientou que não é essencial ter um back-digital* para moda ou publicidade, pois a Canon e a Nikon já são suficientes e que isso era muitas vezes usado por puro marketing. Para mim, isso foi de extrema importãncia, pois eu pretendia comprar uma Mamiya 645 e depois comprar um back-digital* para ela. Não que eu tenha esse dinheiro, mas essa palestra do Thales me economizou uns R$10.000,00.

*Back-digital é como se fosse um chassi que você acopla em uma câmera, normalmente de filme, e ele lhe permite capturar grandes resoluções em digital(30, 40, 50 megapixels). Há também os backs de filme 120mm, polaroid, 35mm, etc. Ou seja, o fotógrafo que tem uma câmera dessa, pode fazer a mesma foto de diversas formas, é só trocar o back.

 

LINGUAGEM FOTOGRÁFICA

É muito difícil escrever sobre a palestra do Claudio Feijó. Primeiro por ela ser subjetiva demais e segundo por ela ter mexido tanto comigo que ainda estou maturando as idéias que ele apresentou.

Por mais que eu tente detalhar, só que esteve lá poderá entender a força daquelas palavras. Feijó apresentou várias idéias, muitas vezes desconexas, para falar de fotografia(sem falar de fotografia). Sua palestra foi, basicamente dividida em três partes:

  • O Território (o estúdio do fotógrafo)
  • O Ser (o fotógrafo)
  • A Imagem(a foto em si)

Como eu não vou conseguir reunir todas idéias juntas do Feijó, vou escrever as que mais me marcaram durante a palestra dele.

“Quando fugimos de imitar, estamos negando nossa espécie”. Sobre como faz parte do homem imitar, vide o bocejo.

“Imitar é sempre melhor que invejar”

“Mais vê na imagem quem tem tem mais repertório” Sobre como a imagem é maior que o fotógrafo, pois depende da visão de quem vê.

“O fotógrafo tende ao narcisimo”

Outra dica do Feijó foi: Estudem Gestalt.

Eu sinto que deixei passar muitas coisas da palestra dele. Eu prestei antenção, mas ainda não estava preparado para entender.

 

FOTOGRAFANDO MODELOS

A palestra da norte-americana Mary DuPrie foi marcada por muita prática e pequenas dicas de direção, que ao meu ver, são muito importantes. Algumas pessoas reclamaram da palestra dela, mas é importante lembrar que direção de modelos não é algo que você aprende em 2 horas, mas leva-se anos para desenvolver seu estilo e sua forma de dirigir. É necessário ter experiência, não só fotográfica como de vida.

Antes de começar sua palestra, DuPrie deixou bem claro que aquelas dicas eram para uma fotografia mais comercial e que para foto de moda as técnicas era um pouco diferentes. Suas principais dicas foram:

  • Fotografar com lentes curtas(50mm, 70mm para ficar próximo da modelo).
  • Não usar jóias(para não desviar a atenção de que olha a foto).
  • Não deixar a modelo usar roupas largas.
  • Trocar de lugar com a modelo(ficar na pode dela e mostrar o que se espera).
  • O nariz da modelo deve apontar para a lente e não os olhos.
  • Começar o shooting com uma iluminação bem básica.
  • Deixar o espaço livre entre os braços da modelo(para ela não virar uma coluna).
  • Dizer a modelo o que se está fotografando.
  • Modelos com mão no rosto só as experientes(as novatas não sabem como fazer).
  • Aprender através de catálogos.

 

ILUMINAÇÃO E O PODEROSO RETRATO

Uma das palestras que eu mais esperava ver e um fotógrafo que eu já acompanho faz tempo, Michael Grecco era uma das maiores atrações do Estúdio Brasil 2010.

Ele começou a sua palestra com o polêmico vídeo do Harlan Ellison:

Depois isso, Grecco passou boa parte de sua palestra mostrando fotos suas e falando sobre seu projeto que consiste de fotos sobre a indústria pornô em Las Vegas. Isso desapontou algumas pessoas que queriam ver as técnicas dele. Como Grecco é um Hasselblad Master 2010 é óbvio que eu não iria perder nada de sua palestra.

Algumas pessoas levantaram e foram embora, mas nos últimos 30 minutos de sua palestra, Grecco começou a parte prática e explicou sua iluminação.

Para surpresa de todos, sua iluminação é a mais simples possível. A invés de gigantes octobox, Grecco utilizou uma pequena softbox bem próxima da modelo para gerar um grande contraste. Disse ainda que muitas fotos são feitas com 3 pontos abaixo para dar mais contraste ainda. Uma dica dele era usar a striplight na vertical, pois ela agiria como key-light e fill-light ao mesmo tempo

 

DO LUGAR COMUM AO BOOK DIFERENCIADO

Joel e Isa Reichert fizeram um show a parte. Com mais de 20 anos de experiência, eles mostraram como sair do lugar comum com apena uma fonte de luz. Claro que só iluminação não é a palavra chave, pois eles mostraram uma forma de dirigir modelos que não foi vista nas outras palestras.

Essas foram as frases e idéias que mais me chamaram atenção na palestra deles:

“Não dá para falar de fotografia sem viver da fotografia”.

“O fato de dominar a técnica nos liberta”.

“Sombra é tendência”

“Copiar uma foto é plágio. Copiar várias é pesquisa”

Além disso, eles mostram na prática alguns esquemas bem simples de iluminação como uma fonte de luz, uma fonte de luz dura, uma fonte de luz dura, mas com um striplight para fazer o recorte, entre outras. A última luz que usaram foi um esquema parecido com esse:

 

Tudo em F/8

Queria achar a foto final. Depois vou pedir para eles. Depois da palestra eu fui bater um papo com o Joel e ele me explicou que trabalha a relação dos flashes em cerca de 1 ponto e que no fundo branco, normalmente se usa 1 ponto a mais.

Técnicas de iluminação a parte, o que mais me surpreendeu na palestra deles foi a forma como dirigiram os modelos. Além de colocarem música, o Joel mostrava todo o tempo a pose que ele queria. Além disso, havia uma direção verbal muito forte. Para conseguir esse tipo de direção, a Isa me disse que não estudou por nenhum livro e que isso foi é experiência acumulada durante, mas que livros de técnicas podem ajudar.

Quem tiver no sul eu aconselho a fazer o workshop deles. A palestra foi show.

 

CONCLUSÃO

Eu optei por não assistir todas as palestras e aproveitar os eventos paralelos e conhecer outras pessoas, mas me arrependo de não ter visto a palestra do Comodo e do Newton Medeiros no núcleo de Tecnologia.

Aproveitei e comprei o livro Iluminação em Estúdio do Christopher Grey, um DVD de tratamento de imagem e mais umas coisas.

Outra experiência gratificante foi poder ver a exposição da Hahnemühle. Fiquei apaixonado por algumas obras. Queria comprar uma, mas não estava a venda, pois ainda haveria uma nova exposição. Minha obra favorita era Alexander Bayer – Agravic. Vou tentar comprar direto com o fotógrafo.

O Estúdio Brasil 2010 não é um lugar para se aprnder todas as técnicas de fotografia de estúdio, mas uma oportunidade de aprender processos. Claro que se prestarmos atenção aprenderemos algumas técnicas. Volto a repetir, o mais importante é aprender processos, aprendermos como fazem os fotógrafos mais experientes para podermos ver o que fazemos de errado, o que fazemos certo e o que eles fazem de errado e que nós iremos revolucionar.

É isso aí, ano que vem tem mai s.

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com

 

Equipamentos de iluminação

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A luz na fotografia é essencial, não só para que o processo aconteça, como também para criar climas, volumes e texturas. Na luz natural, o horário definirá a inclinação dos raios luminosos em relação ao objeto fotografado e dela resultará um determinado efeito. Com a iluminação artificial de um estúdio fotográfico, o efeito desejado dependerá do posicionamento das diversas fontes de luz e do equilíbrio entre elas. Vou falar um pouco sobre como podemos criar e trabalhar essas fontes de luz.

No Brasil, as marcas mais famosas de equipamento de iluminação são a Mako e a Atek.  A Mako disponibilza para download seu catálogo de produtos, o que eu aconselho ser baixado e visto por completo, pois dá para conhecer quais são os equipamentos de iluminação, mais comuns por aqui, e quanto custam.

 

Tochas eletrônicas (flashes):

Este é o nome pelo qual são conhecidos os flashes utilizados em diversos trabalhos profissionais. Cada tocha eletrônica é composta por dois tipos de lâmpada. Uma lâmpada halógena ou de tungstênio conhecida como luz piloto ou lâmpada de modelagem. A outra, uma lâmpada de pirex ou quartzo, é o flash propriamente dito. A luz piloto é uma luz contínua, de temperatura de cor baixa, e que têm por principal função simular a luz do flash propriamente dito. Ela fica acesa durante todo o processo de preparação da foto, para que o fotógrafo possa posicionar a luz e montar os devidos acessórios de iluminação, de forma a conseguir o resultado desejado. O flash só é acionado no momento em que o obturador da câmera é disparado. As tochas são normalmente conectadas a unidades geradoras de potência.

 

 Geradores de potência:

Unidade eletrônicas às quais podem ser conectadas até três tochas eletrônicas (flashes). São capazes de gerar potências que podem chegar a até 5000 watts. Os geradores podem ser simétricos ou assimétricos. Os simétricos dividem igualmente a potência de saída para cada uma das tochas conectadas. Já os geradores assimétricos possuem diferentes combinações de potência entre suas tochas. A conexão com a câmera é feita, normalmente, através de um cabo de sincronismo. Ao acionar o obturador da câmera, um sinal eletrônico é imediatamente enviado ao gerador que, por sua vez, dispara as tochas a ele conectadas.

 

Modificadores de iluminação:

Tão importante quanto os flashes sãos os modificadores de iluminação. Eles  são acessórios que podem ser conectados às tochas eletrônicas, no intuito de alterar suas características de iluminação e, com isso, adaptar a luz do flash ao tipo de luz necessária para aquele trabalho. O mais comuns são:

  

Softbox

Acessório muito utilizado em fotografia de estúdio, podendo ser encontrado em diversos tamanhos e formas. Possui um tecido translúcido externo e, em grande parte das vezes, um outro tecido interno. A luz do flash, ao passar por esses dois tecidos, torna-se bastante suave, sendo excelente tanto para fotografia de produtos quanto de pessoas. Suas sombras são igualmente suaves, o que possibilita grande riqueza de detalhes na imagem.

 

Sombrinha

A sombrinha é montada na tocha de forma que a luz seja direcionada à parte interna da primeira, sendo então rebatida e retornando ao ambiente. É muito utilizada quando se deseja uma luz geral, pois seu ângulo de cobertura é bastante extenso. Quando o interior da sombrinha é branco, a característica da sua luz será bastante suave, semelhante ao hazy-light. Quando prateada ou dourada, a sombrinha proporcionará uma luz mais dura, sendo que, no último caso, a luz terá um tom mais quente (temperatura de cor mais baixa).

 

 Refletor parabólico

Proporciona uma iluminação mais direcionada, limitando a propagação da luz em torno da cena.

 

 

 

 

 

 Colméia

Acoplada ao refletor, além de dar uma iluminação mais concentrada, proporciona uma rápida passagem entre a região iluminada e a região escura da área fotografada, criando uma área de iluminação arredondada e bastante definida. Este efeito é mais perceptível quanto mais fechado for o ângulo de seus favos.

 

 

 Barn-door

Também conhecido como bandeira quádrupla, é também conectado ao refletor e permite direcionar e limitar a propagação da luz. Permite, ainda, o uso de gelatinas coloridas cuja função é alterar a temperatura de cor das fontes luminosas.

 

 

 

 Snoot

Acessório em formato de cone que funciona como um concentrador de luz, muito utilizado para iluminação de pequenos objetos ou para pequenas áreas da cena. Pode também ser usado com colméias.

 

 

 

Rebatedores

Podem ser industrializados, em formatos diversos, e nas cores branco, prateado e dourado. O primeiro proporciona luzes mais suaves. O segundo, luzes um pouco mais duras, tal como o terceiro, que acrescenta à imagem um tom mais quente. Sua função é, uma vez posicionado, rebater a luz principal de forma a diminuir as regiões de sombra ou, ao menos, trazer detalhes para as mesmas. Isopores e espelhos são também muito utilizados como rebatedores.

Esses são os equipamentos mais comuns em um estúdio fotográfico e  também usados em fotos ao ar livre. Vou falar de outros equipamentos nos próximos posts. Não se preocupe se, neste primeiro momento, você não consegue perceber qual é o impacto de cada acessório na composição da foto. Esse conhecimento vem depois de um tempo de prática. Para entender um pouco melhor como funciona essa junção entre o flash e os acessórios eu vou deixar um vídeo bem curto que mostra como é feita a montagem. O vídeo está em inglês, mas é bem fácil de compreender.

Se fossemos comprar esses equipamentos teríamos que investir cerca de R$9.000,00, mas eu vou mostar como podemos fazer, praticamente, a mesma coisa só com R$1.000,00. Querem saber como? É só acompanhar o blog!!!

=]

É isso aí, espero que tenham gostado.

Se vocês tem alguma dúvida, sugestão, reclamação, dica, etc, podem deixar um recado aqui, no orkut ou pelo e-mail: dofotografo@gmail.com



“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

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