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NÃO, Você NÃO vai virar fotógrafa em um dia!(e a polêmica da Revista Viva Mais)

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Eu raramente entro em polêmica do meio fotográfico. Há muito tempo não esquento a cabeça e nem participo de discussões sejam técnicas ou não. Entretanto meu nome está, de alguma forma, atrelado a essa reportagem infeliz!

Costumo responder de 3 a 4 entrevistas por mês. Seja para blogs, revistas, trabalhos acadêmicos, redes de tv ou sites fotográficos e dessa vez com a Revista Viva Mais não foi diferente.

Qual é a pôlemica?

Precisei de 3 anos de dedicação em tempo integral para me chamar de fotógrafo!

Vire fotógrafa em 1 dia?????

A chamada na capa é clara: VIRE FOTÓGRAFA EM 1 DIA e ganhe até R$ 4 mil por mês.

É óbvio que a comunidade fotográfica iria ficar indignada com isso. Quem se dedica à carreira sabe a luta que é, o investimento financeiro, as longas horas de estudo e trabalho que são necessários para se tornar um fotógrafo. Aparecer uma revista informando que é possível fazer isso em um dia é desrespeitar o trabalho e arruinar com uma parte do mercado, pois essas leitoras acreditarão que não devem pagar o valor devido de um fotógrafo, pois ela mesma pode iniciar sua carreira em um dia.

O motivo de eu estar escrevendo esse post é pelo fato do meu nome estar na matéria. Concedi a entrevista ao jornalista e agora eu vejo aquela brincadeira do “telefone-sem-fio” se tornar uma realidade de forma alguma engraçada.

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De acordo com a matéria:

…já no início da carreira, dá para ganhar R$4 mil por mês. “Com seis meses de atuação você faz, em média, dois trabalhos por semana cobrando R$500 cada um”, diz Leandro Neves, fotógrafo de São Paulo.

A matéria, pelo jogo de palavras e construção do texto, leva a leitora a crer que a carreira é fácil e que os lucros são certos.

Qual foi o meu e-mail:

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Aqui é a entrevista completa(com os erros de formatação do email):

Olá Fernando,

Seguem as respostas:

-Como você avalia o mercado para fotógrafos? Há lugar para nosprofissionais?

R: Apesar da enorme concorrência e dos novos entrantes, eu vejocom muito otimismo o cenário fotográfico atual. A sociedade brasileira como umtodo está consumindo cada vez mais e isso acaba gerando mais e mais trabalhopara fotógrafos, videomakers e retouchers. O fato das revistas impressasnão serem mais tão fortes como antes não significa algo ruim para osfotógrafos, muito pelo contrário! Hoje nós temos diversos tipos de plataformase podemos produzir conteúdo aqui no Brasil ou em alguma revista online deBerlim. A única reclamação que tenho a fazer é da ganância (oudificuldade) do empresário/empreendedor/administrador brasileiro que, apesar daeconomia na sua melhor fase, está cada vez mais cortando custos e tentandobaixar os preços de seus fornecedores. Hoje, sem dúvida meu maior desafio éadequar meu estilo de foto às necessidades de negócio e orçamento do meucliente. Dessa forma, estou sempre tentando eliminar custos, automatizarprocessos e organizar fluxos de trabalhos que me permitam ser competitivo empreço e gestão sem perder a qualidade do trabalho.

 

 

– Como é o começo da profissão? A pessoa começa como assistentede um fotógrafo mais experiente?

R: O fotógrafo antes de qualquer coisa deve ser um empreendedor.Ela pode começar sendo assistente de um, mas essa não é uma forma tãodisponível assim. Fotógrafos raramente anunciam que estão precisando deassistentes, pois esse é um cargo que exige muita confiança e geralmente sócontratamos quem já conhecemos ou pessoas que foram indicadas por outrosfotógrafos e que já possuem experiência com fotografia.
Eu comecei sozinho, depois virei assistente, já tive alguns assistentes e hojeminha exposa faz assistência para mim. Por isso que digo que o fotógrafo deveser um empreendedor, pois é ele que deve definir seu produto, prospectar eatender seu cliente ao invés de ficar só procurando uma vaga de assistente parapoder começar.

 

– O segredo é se especializar em um segmentoda fotografia?(moda, casamentos, fotografia de produtos).

R: Sem dúvida o segredo é a especialização. Antigamente osfotógrafos trabalhavam em diversas áreas da fotografia, mas com aespecialização cada vez mais crescente hoje vemos fotógrafos de casamento quesó fotografam um determinado tipo de cerimônia como mini weddings, ou vintageweddings, etc.

 

– Qual desses segmentos costuma trazer maior retorno?

R: Hoje eu vejo que a fotografia publicitária e a fotografia decasamento são as que trazem maior retorno.

 

– Quais podem ser as áreas de atuação dofotógrafo?

Um fotógrafo pode trabalhar com fotografia de moda(campanhas,backstages, lookbooks, composites, beleza), fotografia publictária, fotografiade produto, de pets, social(casamento, grávidas, 15 anos, newborn,fotojornalismo, arquitetura, fotografia de retratos, de esportes, de natureza,etc.

 

– O investimento inicial para começar afotografar é alto? Emquanto tempo você estima que a pessoa pode cobrir estes custos com o trabalhode fotógrafo?

R: Depende muito da área escolhida. Por exemplo, o investimentode um fotógrafo de esportes é totalmente diferente de uma pessoa que vaifotografar festa de 15 anos. Nesse último caso, 4 ou 5 meses de trabalho já sãosuficientes para cobrir o investimento inicial

 

– Quais características são indispensáveis aum fotógrafo?

R: Empreendedorismo, empatia, e amor pela arte.

 

– Quanto pode ser o salário inicial de um fotógrafo?– ESSA INFOÉ BEM IMPORTANTE!

R: Eu sempre evito essa palavra sálario, pois sem sua maioria ofotógrafo é um empresário individual. De qualquer forma, um iniciante, podeganhar R$700,00 por mês como assistente, R$600,00 em um festa de aniversário ouem um book de 15 anos, R$500,00 para fazer uma pauta de revista ou R$800,00reais para cobrir um evento empresarial.

Sua renda mensal vai depender do quanto trabalho você tem. Um fotógrafo demédio porte ganha de R$5.000,00 a R$10.000,00 por mês.

– Até quanto um fotógrafo poderia faturar emum mês?

R: Sua renda mensal vai depender do quanto trabalho você tem. Umfotógrafo de médio porte ganha de R$5.000,00 a R$10.000,00 por mês.

 

– É melhor ser freelancer ou trabalhar para uma empresa?

R: Sem dúvida é melhor ser freelancer. Cada cliente que você temlhe indica para outros clientes e você monta a estratégia de negócios baseado

unicamente no que você acredita e deseja.

 

– O que você sugeriria para uma fotógrafa deprimeira viagem?Compor um portifólio na internet pode ajudar a arrumar o primeiro emprego?

R: Minha recomendação é a seguinte; defina primeiro o que vocêgosta de fotografar(casamento, produtos, pet, etc), depois defina o seupúblico(classe a, b, c, uma região, etc), depois comece a fotografar seusamigos para ter uma boa base prática, nesse momento invista também em workshopse livros de fotografia, depois disso fotografe “gratuitamente” atéconseguir produzir um portfolio. Digo gratuitamente, pois nesse começo será umatroca. Para o fotógrafo iniciante que ainda não tem material esse processo éimportante. Sem contar que mesmo trabalhos assim acabam te levando paratrabalhos pagos. Entretanto, desde do início já comece a pensar no valor do seuproduto/serviço.

 

 

– O que essa leitora precisa ter de equipamento para começar afotografar? O que não pode faltar na bagagem de um profissional?

R: Como falei, cada área é muito específica e não há fórmulacorreta. De qualquer forma, eu sou bem simplista com meus equipamentos. TantoCanon quanto Nikon são excelentes câmeras. Como eu trabalho com Canon eu acaborecomendando ela sugiro o seguinte equipamento para quem está começando: CâmerasDSLR Canon T3 + Lente 18-55mm + Lente 50mm 1.8 + Flash Canon 430EXII. Com essekit você pode fazer uma pauta de revista, um aniversário, um book de 15 anos,entre outras coisas. No mercado paralelo(chineses que vendem em galerias daavenida Paulista) esse kit custa uns R$2.000.00

 

– Em média, qual é o mínimo que um fotógrafo pode cobrar porfotografia?

R: Não existe valor mínimo nem máximo. Cobre por aquilo quehonestamente pague pelo seu trabalho e dedicação.

 

Sobre meus workshops, eles acontecem uma vez por mês em grupo e também individualmente(nesse caso o mês inteiro). Aqui temos workhsops de fotografia básica, iluminação e tratamento de imagem. 

Custam em torno de R$400,00 e esse são os programas: https://dofotografo.wordpress.com/iluminacao/ e https://dofotografo.wordpress.com/tratamentodeimagem/

É isso aí, qualquer dúvida é só falar.

 

Grande abraço e obrigado,

 
Leandro Neves

+55 11 45627871
+55 11 949275197
leandro@leandroneves.com

Além disso, cobrar R$1.000,00 em um book não signifca que entra R$1.000,00 de lucro se você precisa pagar maquiador, alimentação, locomoção e impressão. É preciso entender que a grana que entra não significa exatamente “sálario”. 

O triste dessa reportagem é que, além do desrespeito com os fotógrafos, vai ter um monte de mulher de classe C e D investindo todas as suas economias e equipamento fotográfico acreditando que isso vai mudar sua vida em 1 dia!

Sobre a minha história,

Quem é leitor do blog sabe que eu abandonei a bolsa de 100% do Prouni no Mackenzie e um emprego em um multinacional de tecnologia para poder me dedicar à carreira de fotógrafo.

  • De janeiro de 2009 até junho de 2010 eu só estudei e me preparei para pegar os trabalhos pequenos.
  • De junho de 2010 até julho de 2011 eu comecei a pegar os trabalhos pequenos enquanto ia me preparando para pegar os médios.
  • De julho de 2011 até julho de 2012 eu comecei a pegar os trabalhos médios enquanto me preparava para os grandes.

Entretanto, em janeiro de 2012 vendi todos os meus equipamentos e móveis, saí do meu apartamento, doei minhas roupas, comprei um mochilão e me mudei para a Europa para ter mais experiência de vida e profissional para que eu pudesse estar preparado para os grandes trabalhos.

Foram centenas de dias de dedicação full time. Só quem é fotógrafo sabe de todas as trilhas que percorremos, de todas coisas que deixamos para trás e de todas as lágrimas e suor que derramamos para fazer o nosso trabalho ser cada vez melhor. Por isso, dizer que é possível virar fotógrafo em um dia é mais do que uma afronta é quase jogar por terra todo o esforço de uma vida!

Para quem ficou indignado com isso e quiser reclamar, o e-mail da editora chefe é: lygia.rebello@abril.com.br

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Manoela Marandino e Revista VIP

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Eu leio a Revista VIP desde a capa da Sabrina Parlatore em 98 ou 99. Ter mais um trabalho publicado nessa revista é mais do que uma honra para mim.

Além do reconhecimento de uma das revistas mais importantes do país, ter total liberdade criativa para realizar um trabalho é a utopia que sempre idealizei e que agora vejo ser possível.

Quando recebi o convite para publicar mais esse ensaio eu já tinha essa locação rascunhada como minha favorita. Há algum tempo eu frequento essa praia “semi-deserta” no Rio de Janeiro. Já havia fotografado em Grumari e inclusive já perdi boa parte dos meus equipamentos lá por causa de uma ressaca do mar.

Ministrei um Workshop de Iluminação e Tratamento de Imagem no Rio de Janeiro e aproveitei para fotografar esse ensaio na segunda-feira seguinte. Como já conhecia o local e onde  o sol nascia, escolhi fotografar a Manoela bem no nascer do sol para aproveitarmos melhor a luz.

Já tive a oportunidade de fotografar a Manoela em Londres e no RJ. Ela é um modelo incrível e com o passar do tempo adquirimos uma relação de confiança ainda maior.

Manoela  - St. Pancras International Station

Manoela – St. Pancras International Station

Manoela - River Thames

Manoela – River Thames

Manoela - Southbank

Manoela – Southbank

O Daniel Ebendinger veio nos buscar às 03h30 da manhã e chegamos em Grumari ainda de noite. Para esse ensaio eu já tinha todas as referências separadas, pois não podia perder muito tempo já que o sol sobe muito depressa e, além da temperatura, a tonalidade varia bastante também. Além disso, eu queria uma luz mais natural e por isso optei somente por rebatedores e flashes para preenchimento. Utilizei um Canon 430EX II + uma Apollo Westcott

Pelo Making of é possível ver os equipamentos e ângulos utilizados:

Essas são as fotos do ensaio todo

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E por fim a publicação na Revista VIP

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Nossa Auaussitente agora  se valendo de modelo!

Nossa Auaussitente agora se valendo de modelo!

Fim de foto

Fim de foto

Modelo: Manoela Marandino (40 Graus)

Foto e Tratamento: Leandro Neves

Assistentes: Érika de Faria e Alessandro Neves

Vídeo: Daniel Ebendinger

Edição: Leandro Neves

Obrigado a todos que fizeram acontecer!  Principalmente Érika de Faria, que além de assistente, é esposa, conselheira, meu norte e a pessoa que suporta toda a barra de ficar 24 horas ao lado de um fotógrafo que vive e respira tudo isso!

Como comprar na Gadget Infinity

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Leia também:

O upgrade de equipamento é realmente necessário?

Antes de mais nada esse não é um publieditorial da Gadget Infinity. Não estou recebendo nada para escrever sobre ela. Como alguns alunos e amigos sempre me perguntam como eu compro meus equipamentos resolvi escrever esse post.

A Gadget Infinity é uma loja online chinesa que vende equipamentos fotográficos que, além de mais baratos, são desconhecidos das lojas brasileiras.

Eu compro na GI desde de que comecei a fotografar e minha primeira aquisição foi um Radio Flash. Um modelo atual do que eu comprei é esse daqui: Cactus V5. Com ele consigo disparar remotamente o meu speedlight e colocando algum modificador nele temos praticamente as mesmas características de um flash de estúdio.

Para comprar na GI você vai precisar de um cartão de crédito internacional. Não possui e não sabe como fazer? Levante a bunda da cadeira e vá até o seu gerente pedir um. Nada vem de graça e é capaz que ele queira lhe vender um produto do banco como um seguro ou algo assim para liberar o cartão. Comigo é assim toda vez que vou no Itaú. Você não é obrigado a aceitar e eu nunca aceitei e por isso acabam sendo sempre simpáticos, pois acham que podem me empurrar inúmeros produtos do banco. Se prepare.

Não tem cartão internacional e nem nome limpo para isso? Bem vindo ao clube! Felizmente a GI tem a opção de você fazer transferência bancária via Western Union.

Depois disso, chegou a hora da sua compra. Primeiramente você precisará fazer um registro no site da GI e depois fazer o login poderá optar por já comprar ou fazer uma wishlist. A wishlist é literalmente uma lista de desejos onde você pode escolher vários produtos e enviar essa lista para alguém comprar de presente para você. Se você possui um mecenas para lhe dar esse tipo de presente agradeça aos céus. A outra maneira é ir já colocando os itens no carrinho e rezar para nossa senhora dos fotógrafos falidos segurar o seu dedo nervoso para não comprar demais. Vou simular compra do seguinte item: Tripé+Softbox+Flash+Radio Flash no total de $189,95 doláres.

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É só clicar na cestinha azul embaixo do preço e se não quiser comprar mais nada é só clicar em “Proceed do Checkout“.

Agora que muita gente se confunde no Delivery Method:

Delivery Method

E agora, qual escolher?

Registered Airmail dura 15 dias e(nesse caso) custa US$116,00. Fedex Economy dura 5 dias e(nesse caso) custa US$134,00.
Você pode pensar: com US$18,00 a mais eu recebo meu produto em 5 dias ao invés de 15 vou escolher esse então.

É aí que mora o perigo. Não que seja errado escolher Fedex Economy. Eu inclusive só tenho comprado assim, mas vamos entender a diferença.

Registered Airmail é a encomenda enviada pelo serviço de correio usual. O correio de Hong Kong envia para o Brasil, é feito o desembaraço aduaneiro e os Correios aqui do Brasil enviam para sua casa. Esse serviço é rastreado e em média demora 7 dias para o produto chegar no Brasil e 15 dias para estar na sua casa. Já comprei produtos que em 10 dias estavam na minha casa, outros com 2 meses de espera ainda não apareciam nos sites dos Correios e uma vez os Correios extraviaram  uma umbrella que tinha comprado. A GI me mandou outra sem me cobrar por isso. Tive uns 80% de compras feita pelos Correios que foram bem sucedidas. Em outras fui taxado além da conta, tive que lidar com uma espera absurda ou com o extravio de um produto.

Alem disso é importante entender os impostos que incidem sobre sua compra. Se você comprar menos de US$50,00 você não será taxado pela Receita Federal, mas se passar essa quantia você corre o risco de ser taxado e ter de pagar os impostos diretamente na agência mais próxima da sua residência. Tenho vários amigos que foram taxados eu fui taxado somente uma vez e infelizmente a Receita me taxou em um valor que eram absurdamente maior que a compra que eu tinha feito. Você pode recorrer, mas demora 30 dias. Eu preferi pagar e pegar logo o equipamento. Eu vou ensinar você fazer a conta correta, mas para ser ter uma idéia de valor é o seguinte:

Se você fizer uma compra de US$80,00 e o frete ficar em US$20,00 você vai pagar 60% de imposto em cima de US$100,00(valor do produto+frete) + a porcentagem do ICMS do seu estado. No caso de SP 18% em cima de US$100,00.

No total sua conta ficaria em:

Produto + Frete= US$100,00

Imposto de Importação 60%= US$60,00

ICMS 18%(SP)= US$18,00

Total da compra= US$178,00.

Essa é só uma base e no final do texto eu já lhe passo a fómula correta cujo valor ainda será menor que isso. Vamos falar agora da compra via Fedex.

Fedex Economy é a forma que eu compro hoje. Com ela meu produto chega na minha casa em 5 dias e todo o trajeto é rastreado. Entretanto, toda a compra que você fizer será taxada. É a Fedex quem faz o desembaraço aduaneiro e você paga para o entregador na hora do recebimento. É muito importante você ter o dinheiro dos impostos na hora da entrega. A Fedex te liga dois dias antes para lhe avisar do valor. Eu já tive um produto que voltou por causa do meu ex-porteiro e quando liguei no atendimento da Fedex eles mandaram o caminhão voltar para o meu prédio. Nunca tive problemas e mesmo compras pequenas eu faço dessa maneira, pois para mim compensa demais. Você até corre o risco de não ser taxado pelos Correios, mas com valores altos e produtos delicados eu prefiro não arriscar, pois se for taxado você pagará a mesma coisa que se tivesse pedido via Fedex. Isso aqui não é uma campanha da Fedex, mas como os Correios se esforçam pela imagem negativa, não dá para não compartilhar:

Eu precisava comprar alguns flashes para um Workshop de Iluminação que vou ministrar fora de SP e estava na dúvida se comprava um Mako 4004 aqui em SP ou se optava pelo chinês Jinbei Spark 400. Como o tempo de reciclagem do Mako não diminui e mesmo dizendo ser de um guide number maior eu optei comprar o Jinbei, pois já havia trabalhado com ele e nunca tive problema. O Mako 4004 + Beauty dish+ difusor e + o anel G2/G3 iria me sair R$2.140,00.

Fiz a seguinte compra:

Invoice

Quando recebi minha compra hoje paguei exatamente R$660,35 de impostos. O valor total da minha compra ficou em: R$1.529,22

US$441.80 x 1,96666(dólar hoje) = R$868,87

R$868,87 + R$660,35 = R$1.529,22

Entenda os cálculos de impostos. Vou fazer a fórmula baseada na minha compra:

Valor da compra: US$329,80 com o dólar a 1,96666 = R$648,58.

60% de imposto de importação em cima do valor da compra:

R$648,58 x 0,60 = R$389,15

Desembaraço aduaneiro: R$35,39

E agora  só falta o ICMS. É preciso saber o ICMS do seu estado. No meu caso SP é de 18%

De acordo com o Decreto 2498/98, o ICMS deve incluir sua própria base de cáculo no imposto, o qual incide sobre o valor já tributado pela importação. Dessa forma, para a determinação da base de cálculo deve-se dividir o valor do produto já tributado (R$1037.74) pela alíquota complementar do ICMS e sobre esse valor aplicar novamente a taxa do ICMS:

R$1037,74 = Valor da compra(R$648,58) + Valor do imposto de importação(R$389,15)

Segue o cálculo:

Alíquota complementar = 1 – 0.18 = 0.82

Base de cálculo = 1037.74 / 0.82 = R$1265.53

ICMS = R$1265.53 * 0.18 = R$227.80

Entendeu? Não? Nem eu! Não é a toa que abandonei a faculdade de administração e virei fotógrafo. Se esforce e troque os valores que eu passei pelos seus. É só seguir a fórmula.

Para finalizar:

Valor da compra: R$648, 58

Valor do frete: 220,26

Imposto de importação: R$389,15

ICMS: R$227, 79

Desembaraço aduaneiro: R$35,39

Com R$600,00 a menos, comprei o que eu precisava e ainda consegui comprar um Speedlight equivalente ao Canon 580EX II e um Battery grip para a Canon 7D.

Fiz um unboxing geral das compras e depois faço um review de cada produto e posto aqui.

Update 01: Meu amigo Michel Salviano pesquisou bastante sobre isso no ano passado. A taxação é para todos os produtos. Mesmo aqueles que custam menos de 50 dólares.

A unica maneira de não ser taxado é se for correspondência entre duas pessoas físicas e o valor for inferior é 50 dólares (ai sim pode!).

O que acontece é que a Receita não consegue fiscalizar todos os produtos e alguns passam sem taxação.

Update 02: A própria GI entrou em contato comigo para explicar algumas coisas:

A GI está localizada em Hong Kong, e não na China. Apesar de HK ser parte da China, o sistema (e correios) político é muito diferente da China (República Popular da China). Hong Kong é uma região com administração diferente que é governada por um governo separado e todas as políticas que envolvem importação / exportação são diferentes também.

Apesar da GI vender produtos chineses ela também trabalha com fabricantes internacionais como Cullmann (Alemanha), Manfrotto (Itália), Metz (Alemanha), Marumi (Japão), Nissin (Japão), GamiLight (Malásia), BlackRapid (EUA), B-Grip (Itália), SpiderPro (EUA), Pico Captura design (EUA), Gariz (Coreia do Sul).

Smartphone que aumenta a produtividade de fotógrafo

Samsung

Leia também:

A melhor câmera é aquela que você tem

Depois de anos como Apple Fan Boy assumido, revolvi abandonar o iPhone e adquirir o novo smartphone da Samsung.

Além do modelo anti furto, bateria com duração de 9 dias, design mais leve e fino e preço mais competitivo(10x de R$9,90), ele já vem com os seguintes aplicativos:

– “Bloqueador de mimimi no Facebook”
– “Desligue essa porcaria e olhe para sua namorada durante o jantar”

Entretanto, o app que mais amei até agora é o de produtividade que se chama:

– “Não, eu não estou disponível 24hs para responder emails”

Publicação Revista VIP

Paris foi uma nova vida que começou para nós depois de Londres.

Londres foi um lugar um pouco pesado, em relação ao clima chuvoso e frio, as pessoas são bastante fechadas, morávamos num quarto caríssimo e estávamos um pouco cheios de tudo aquilo.

Paris surgiu para iluminar mais nossas vidas, nossas fotos, nossa relação e nossos conhecimentos.

Primeiro, alugamos uma casa incrível, toda rústica com cara de casa de vó, jardim, árvores, janelas enormes, cores e ar puro. A casa ficava nos arredores de Paris, mas dizer perto de paris é bem diferente se dissermos que moramos perto de São Paulo; lá pegávamos o trem e em apenas 15 minutos estávamos no centro de Paris.

Essa casa foi muito especial, pois ali nos unimos muito. Todos os dias fazíamos nossos jantarzinhos com vinho e velas no jardim (um vinho bom custa cerca de RS3,00 em Paris), trabalhávamos ao ar livre, o clima estava perfeito, nem frio – nem calor demais, tínhamos muito espaço, janelas enormes que deixavam entrar uma luz linda todos os dias e estar ali aguçou muito a nossa criatividade.

Em Londres eu já tinha feitos algumas fotos da Érika, mas foi em Paris que isso tudo ficou sério. Começamos a fazer testes de várias coisas que tínhamos vontade de pôr em prática, desde ângulos, poses e até aproveitar todas as luzes das janelas de todos os ambientes da casa e em todos os horários (já que a luz vai mudando). E foi aí que os resultados foram ficando cada mais mais incríveis para nós e estávamos ali viciados em fotografar um ao outro.

Pelo menos duas vezes por semana a gente desmontava a sala da casa, arrastava os móveis para conseguir os cantos mais bonitos da casa, as luzes mais especiais entrando por aquelas janelas. Fazíamos a maquiagem mais simples possível, pouca roupa, dávamos uma olhada em algumas referências como inspiração e  era sempre assim que começava. Mas o que contou realmente para que tudo fluísse foi a nossa intimidade, nossa confiança um no outro e o momento que estávamos vivendo ali e assim a Érika aprendeu a posar para mim e eu aprendi a fotografar ela.

Até que o resultado foi tão maior do que esperávamos e nossa história foi parar na Revista VIP para fechar com chave de ouro toda essa experiência que tivemos.

Foi incrível poder ver nosso trabalho em uma revista que acompanho desde a minha adolescência. Entretanto o mais importante foi aprender que a vida a dois é um exercício de concessões. Inúmeras vezes abrimos mão de hábitos, crenças e desejos em nome de uma relação. Como diria Rousseau: só é possível ao homem ter um certo grau de liberdade se ele abrir mão da mesma visando o bem comum.Quando chega o momento em que acredita que está perdendo sua personalidade, é só olhar por fora para perceber que o fato de estar aberto lhe permitiu receber inúmeras coisas boas e agregar outras qualidades que jamais se alcançaria sozinho.Hoje, mais do que nunca, je ne regrette rien!

Pedantismo fotográfico

Leia também: Não avalio fotos!

O pedantismo fotográfico me enoja e, infelizmente, ele não para de crescer.

Críticas maldosas do trabalho alheio viraram lugar comum e são soltas como se fossem mérito de pseudo curadores de rede social.

Olhando o recente trabalho do Michael Prince, que fotografou para capa tripla da Forbes os 12 bilionários que mais praticam filantropia, me deparei com comentários do tipo: “composição que não está balanceada”, “luz errada na mulher da esquerda”, “foto fraca pelo budget” entre outras coisas. Luz errada aonde cara pálida? Foto fraca? Aonde está a sua foto que é melhor que essa.

Há um bom tempo deixei de participar de fóruns brasileiros de fotografia, mas infelizmente os fóruns estrangeiros também estão contaminados com esse ranço e fronteira geográfica não é mais barreira para fotógrafo imbecil.

O problema é que isso acaba afastando ou desanimando outros fotógrafos de compartilharem informação. O meio fotográfico vive reclamando que os colegas são fechados e que não trocam conhecimento, mas quando o fazem recebem inúmeras críticas desrespeitosas e que não agregam em nada ao trabalho de alguém.

Há algum tempo Chris Crisman compartilhou todo o processo da capa, também tripla, da Revista Wired onde ele fotografa os cientistas mais “brilhantes” do MIT Media Lab.

Capa tripla Wired

Quem conhece a importância da revista Wired e do MIT sabe o peso dessa foto e quem já fotografou executivos, cientistas ou acadêmicos sabe como é difícil conseguir alguma pose deles. Crisman fez um excelente trabalho, documento isso e deixou material pronto para que outros colegas pudessem aprender com isso. Eu sou um viciado em Behind The Scenes(bastidores de fotos), pois são eles que me mostram um pouco de situações que eu posso enfrentar. Não saberia 30% do que sei hoje se não fosse a atitude de outros fotógrafos compartilharem suas experiências.

Diagrama de luz utilizado por Crisman

Apesar do excelente trabalho, as críticas que vieram depois foram: fotos superexpostas, photoshop demais, fotos entediantes, e por aí vai. Em vez das discussões serem sobre o processo da produção, valores e alternativas, os outros fotógrafos estão mais preocupados em trollar o amigo com piadinhas. A pergunta que eu deixo é: como você fotografaria 16 distintos cientistas para uma capa em uma foto “menos entediante”?

O famoso Zack Arias quando começou a responder o Photography Q&A – Ask Me Anything About Photography  teve que escutar que, por ele ficar tempo demais respondendo os outros, ele trabalhava pouco e por isso suas respostas não tinham substância real.

Sou contra fóruns? De forma alguma! Há alguns fóruns bons. O antigo Câmeras DSLR no Orkut que era gerenciado pelo Geraldo Garcia criou muito material relevante. Hoje eu indicaria o Queimando o Filme para quem gosta de fotografia analógica.

Na minha opinião, os membros dos fóruns, e perfis no twitter, deveriam estar discutindo mais teoria das cores, preço, marketing, métodos de importação do que se preocupar se a foto do colega está com o “horizonte torto”.

O caso mais engraçado aconteceu quando o fotógrafo André Rabelo mandou a seguinte foto para o grupo DeleteMe

Foto enviada pelo André Rabelo para o DeleteMe

O DeleteMe é um grupo no Flickr onde onde os membros votam naquelas fotos que “não são incríveis”, “estão fora de foco” ou “mal iluminadas”. A foto acima foi removida pela votação do público e com os seguintes comentários:

  • Cinzenta, borrada e crop estranho.
  • Pequena, borrada e se queria dar algum movimento algo na foto deveria estar em foco.
  • Composição fantástica, mas os tons e o grão impede ela de ser incrível.

O que é engraçado nessa história toda é que a foto acima não é do Rabelo, mas sim do pai do moderno fotojornalismo Cartier-Bresson e ela foi vendida em leilão por mais de 265.000,00 dólares.

Meu amigo Rafael Mendes diz que colocar sua foto para ser avaliada é o mesmo que colocar seu filho em uma roda de mães para que cada uma lhe diga como você deve criá-lo.

Por isso fica aqui a minha dica para você fotógrafo iniciante, não deixe que as críticas ditem o rumo do seu trabalho ou que lhe impeçam de tentar coisas novas. O medo é o maior inimigo da criatividade.

Vejo por aí chuvas de comentários maldoso de fotógrafos que nunca fotografaram uma foto de publicidade, ou uma pauta de revista e muitos nem sequer fotografaram para o jornalzinho da escola ou seriam aptos a trabalhar em um quiosque no Poupatempo fazendo 3X4 para foto de RG.

Entrevista para o Fotografe Uma Idéia

Recentemente eu bati um papo com o pessoal do Fotografe Uma Idéia. Para mim foi uma experiência incrível, pois logo que comecei na fotografia o FUI se tornou a minha maior referência de estudos. Foi lá que dei meus primeiros passos nas técnicas fotográficas e de tratamento de imagens.

Me senti mais do que honrado em ser entrevistado pelo Henrique Resende.

Quem quiser ver a entrevista é só clicar aqui!


“Não importa de onde você vem, nem onde você está, o importante é saber onde se quer chegar”

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